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Os benefícios de beber cerveja: 10 factos comprovados pela ciência

Bebida de eleição nas festas e nos petiscos, com conta, peso e medida, a ingestão de cerveja pode ser benéfica para a saúde. Existem imensos estudos científicos feitos ao longo dos anos e por diferentes entidades que comprovam vários efeitos positivos.

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A ingestão de álcool é vista com maus olhos pelos efeitos prejudiciais que tem na saúde. Mas já são conhecidos muitos benefícios que, com moderação, este tipo de estimulante pode ter no organismo. Falamos, por exemplo, do vinho tinto, cujos benefícios são consensuais se ingerido com conta, peso e medida, claro. E o mesmo se passa com a cerveja. São várias as investigações cientificas que colocam esta bebida secular, feita tipicamente com água, grão, lúpulo e fermento, no prato dos aliados do organismo.

 

«A cevada maltada é o grão mais comum. Geralmente é aromatizada com lúpulo para adicionar amargura para equilibrar a doçura do malte. O lúpulo também atua como conservante. Finalmente, o fermento de cerveja fermenta a bebida em álcool. Algumas cervejas são feitas com outros grãos: trigo, milho ou arroz em vez de cevada. E alguns usam frutas, ervas e especiarias para criar cervejas de degustação única. O teor de álcool na cerveja varia de menos de 3% a 40% dependendo do estilo e da receita da cerveja. A maioria dos lábios pálidos é de cerca de 4% a 6% de álcool», explica a nutricionista e curadora da área de nutrição do site WebMed, Kathleen Zelman, num artigo intitulado ‘A verdade sobre a cerveja’.

 

Se beber com moderação, a cerveja, como o vinho, bebidas espirituosas ou outro álcool, pode ter benefícios para a saúde, recorda a especialista. Já em excesso pode ser muito prejudicial, aumentando o risco de cirrose, cancro do fígado, alcoolismo e obesidade, entre outros. Por isso, limite-se a não mais do que uma bebida por dia para mulheres e duas para os homens, adverte a especialista.

 

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Mas vamos voltar aos benefícios. Veja de seguida alguns estudos, compilados pelo jornal ‘The Teegraph’, que comprovam que, bebida com moderação, a cerveja é benéfica para a saúde.

 

O que dizem vários estudos

1 – Um estudo da Universidade da Pensilvânia, EUA, verificou que homens e mulheres que bebiam cerveja com moderação – uma a duas cervejas por dia para os homens e meia a uma cerveja por dia para as mulheres – registavam menor declínio no HDL, o ‘bom colesterol’. Logo, ficam mais protegidos contra doenças cardiovasculares. Foram seguidos mais de 80 mil participantes durante seis anos.

 

2 – Já um estudo realizado na Finlândia associa o consumo de cerveja com a redução do risco de desenvolvimento de cálculos renais. E não é baixo, uma cerveja por dia reduz o risco em 40%. A explicação está no facto de os componentes da cerveja ajudarem a diluir a urina e aumentar o seu fluxo, reduzindo assim o risco de formar pedras. O álcool também pode «aumentar a excreção de cálcio», o principal constituinte de cálculos renais.

 

3 – A cerveja pode proteger contra ataques cardíacos. Uma equipa de pesquisa na Universidade de Scranton, EUA, revela que a cerveja pode reduzir a aterosclerose para metade e logo os problemas cardíacos daí decorrentes.

 

4 – Também reduz o risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC) até 50%, segundo afiança um estudo da Escola Médica de Harvard e da Associação Americana de AVC. Mais uma vez, o impacto da cerveja nas artérias, ao torna-las mais flexíveis, faz com que o fluxo sanguíneo melhore significativamente. Como resultado, não se formam coágulos de sangue e o risco de ter um derrame reduz-se exponencialmente.

 

 

5 – A cerveja ajuda a fortalecer os ossos. A conclusão é da Universidade Tufts, EUA, que indica  os elevados níveis de silício – que promove o crescimento ósseo – contidos na cerveja como um elemento promotor da saúde óssea.

 

6 – Também reduz o risco de diabetes. A Universidade de Harvard, EUA, descobriu numa análise que homens de meia-idade que bebem um ou dois copos de cerveja por dia dia parecem reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2 até 25%. O estudo com 38 mil homens de meia idade concluiu que o teor de álcool na cerveja aumenta a sensibilidade à insulina, o que ajuda a prevenir a diabetes. Além disso, a cerveja é uma boa fonte de fibra solúvel – um material dietético que ajuda a controlar o açúcar no sangue e desempenha um papel importante na dieta de pessoas que sofrem de diabetes.

 

7 – A cerveja também atua na prevenção da doença de Alzheimer ou outras doenças mentais em 23%. A questão prende-se também com o fluxo sanguíneo que chega ao cérebro, melhorando, portanto, o metabolismo cerebral. O teor de silício presente na cerveja também aparenta ser responsável, uma vez que o silício protege o cérebro dos efeitos nocivos do alumínio no corpo – uma das possíveis causas da doença de Alzheimer.

 

8 – Trata as insónias, uma vez que estimula a produção de dopamina, um composto prescrito por médicos para quem sofre de insónias. De acordo com pesquisas realizadas na Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, EUA, a simples degustação de cerveja aumenta a quantidade de dopamina no cérebro – e, assim, faz com que as pessoas se sintam mais calmas e relaxadas. No entanto, os académicos esclareceram que esses efeitos são alcançados com uma pequena quantidade, o equivalente a uma colher de sopa de cerveja.

 

9 – Pode prevenir cataratas em 50%. Pesquisadores da Universidade do Oeste de Ontário, EUA, descobriram que os antioxidantes encontrados na cerveja podem proteger contra danos mitocondriais. As cataratas são formadas quando as mitocôndrias – partes de uma célula responsável pela conversão de glicose em energia – da lente externa do olho são danificadas. O mesmo estudo refere também a prevenção de aterosclerose.

 

10 – Apesar da conhecida ‘barriga de cerveja’, esta bebida pode ajudar a reduzir o peso, segundo um estudo da Universidade do Estado de Oregon. Segundo os cientistas, um composto chamado xanthohumol, comumente encontrado no lúpulo, pode diminuir as hipóteses de se desenvolver uma síndrome metabólica – uma condição que indica obesidade, pressão arterial elevada, aumento do açúcar no sangue e HDL (colesterol mau). Com conta, peso e medida, mais uma vez.

 

 

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