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Os amigos fazem bem à saúde… mas as redes sociais estragam um pouco

Que ter amigos faz bem ninguém duvida. Mas as relações interpessoais mudaram muito com a introdução das novas tecnologias nas nossas vidas e já há muitos estudos a analisar as consequências da sua ‘intromissão’ no meio das amizades. Conheça algumas conclusões neste Dia Internacional da Amizade.

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Em Portugal, a frequência de contacto com os amigos através do Facebook é um fator de risco para a proximidade aos outros. Ou seja, quem mais usa esta rede social sente-se mais só, acha que tem menos apoio de outros em caso de necessidade e sente-se menos ligado aos que o rodeiam. Esta foi uma das conclusões do primeiro estudo realizado em Portugal que analisou a relação ‘amizade e saúde’ e tentou perceber até que ponto os contactos virtuais com amigos têm o mesmo impacto positivo que a amizade ao vivo. «Ter amigos faz bem à saúde. Mas será que os amigos do Facebook contam?», foi o ponto de partida para a análise realizada por uma equipa do Centro de Investigação e Intervenção Social do ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa, sob a direção de Luísa Lima, em 2015.

 

Segundo este estudo, a relação da amizade com a saúde prende-se principalmente com a construção de relações de proximidade, sendo que em Portugal existe uma prática frequente de sociabilidade com os amigos. Os resultados mostraram, na altura, que na “vida real” 55% das pessoas inquiridas tem mais de 10 amigos, 59% tem 3 ou mais amigos íntimos e 48% convive pessoalmente com eles pelo menos uma vez por semana. Apesar de ser um padrão esperado numa amostra comunitária, indica uma elevada dimensão social e um alto nível de proximidade com os outros.

 

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De facto, 58% da amostra indica que nunca ou raramente se sente só, 70% acha que tem pessoas para o ajudar em situações complicadas (e.g., doença), 45% sente-se bem integrado socialmente e 56% sente uma forte conexão social. Na rede social, a análise é diferente. 90% por cento dos inquiridos disseram na altura que tinham Facebook e, destes, 45% dizia ter mais de 300 amigos, sendo que 80% reconhecia que apenas 50 ou menos seriam verdadeiros. Apesar de a dimensão de rede de amigos online associar-se a uma maior integração social, a frequência de contato com os outros no Facebook mostrou ser um fator de risco para a “amizade ao vivo”.

 

O estudo indicou que a amizade cria uma ligação próxima que promove a saúde, sobretudo quando é presencial: rimos mais, exprimimos um maior número de emoções positivas, sentimo-nos mais apoiados e otimistas e temos em quem confiar em momentos difíceis.

 

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Os amigos virtuais são verdadeiros amigos?

A maioria das pessoas nas redes sociais experimenta o chamado ‘paradoxo da amizade’, ou seja, elas consideram-se menos populares do que os seus amigos. Porém, a relação entre popularidade e felicidade é mal compreendida e um estudo realizado por cientistas informáticos da Universidade de Indiana, EUA, descobriu que as pessoas com mais conexões nas redes sociais são também mais felizes. Complicado?

 

O estudo é, dizem os cientistas, essencialmente o primeiro a fornecer evidências científicas para o sentimento que muitas pessoas experimentam quando entram em serviços como Facebook, Twitter ou Instagram: que todos parecem divertir-se mais do que nós. «Esta análise contribui para uma crescente evidência de que as redes sociais podem prejudicar os utilizadores que abusam desses serviços, uma vez que é quase impossível escapar de comparações negativas com a popularidade e a felicidade dos seus amigos», disse o autor principal, Johan Bollen, que aconselha as pessoas a limitarem cuidadosamente o uso desses serviços. «Dada a magnitude da adoção das redes sociais em todo o mundo, entender a conexão entre o se uso e a felicidade pode lançar luz sobre questões que afetam o bem-estar de milhões de pessoas», acrescentou.

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