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Orientações para o diagnóstico do cancro da mama

Nem todas as mulheres com alterações mamárias têm que ser obrigatoriamente enviadas para unidades diferenciadas, podendo muitas delas ser seguidas pelo médico de família.

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Elementos como a idade da mulher, a história familiar, os antecedentes pessoais e outros dados clínicos e epidemiológicos podem modificar as orientações a seguir face a lesões mamárias. Assim é importante ter em atenção as seguintes recomendações:

 

Critérios para a referenciação a uma unidade especializada em patologia mamária

  1. A) Urgente
  2. Nódulo dominante, de aparecimento recente, em mulher com idade superior a 30 anos.
  3. Sinais altamente sugestivos de cancro: Ulceração / Nódulos cutâneos / Retração cutânea Eczema mamilar / Retração mamilar recente
  4. Corrimento mamilar, sanguinolenta e espontâneo.
  1. B) Sem carácter urgente
  2. Nódulo dominante, de aparecimento recente, em mulher com idade inferior a 30 anos.
  3. Modificação das características de nódulo existente e sob vigilância.
  4. Empastamento que persiste após o período menstrual.
  5. Abcesso mamário.
  6. Quisto mamário dominante ou isolado recorrente após aspiração.
  7. Dor associada a nódulo.
  8. Dor intratável que não responde a medidas simples como tranquilização da doente, correção do suporte das mamas e fármacos comuns.
  9. Corrimento mamilar persistente e não hemático em mulher com idade superior ou igual a 50 anos.

 

Situações que podem ser estudadas e orientadas pelo médico de família sem recurso a consulta da especialidade:

1 – Mulher pré-menopausica ou pós-menopausica com terapêutica hormonal de substituição com nodularidade dolorosa simétrica das mamas sem alterações localizadas.

2 – Mulher com dor mamária não incapacitante e sem lesões clínicas ou imagiológicas (estabelecer o carácter cíclico ou não da dor).

3 – Mulher com idade inferior a 50 anos com corrimento mamilar intermitente, não sanguinolenta e não incomodativa.

 

É importante realçar que o atraso no diagnóstico em tempo superior a três meses (desde o início dos sintomas ou desde a primeira consulta ao tratamento) tem um efeito desfavorável na evolução da doença.

 

Todas as lesões da glândula mamária referenciadas a unidades médicas dedicadas ao diagnóstico e tratamento desta patologia, deverão ter uma primeira abordagem clínica executada por um especialista experiente. Só após uma completa avaliação clínica se irá realizar um estudo imagiológico apropriado. A conjunção das três abordagens clínica, imagiologia e citologia / histologia conduz a uma maior precisão no diagnóstico, comparativamente à abordagem com apenas um ou dois métodos.

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