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Organizações portuguesas pedem ao governo espanhol que proteja lobo ibérico

Tratando-se de uma espécie que habita território de Portugal e Espanha, nove organizações ambientalistas portuguesas pedem ao Governo de Espanha proteção para esta espécie, que está protegido a sul do rio Douro, mas não a norte. Cerca de 30 mil pessoas já assinaram a campanha "Eu defendo o lobo" iniciada em Espanha.

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Tratando-se o lobo ibérico de uma espécie que habita território português e espanhol, nove organizações portuguesas pediram ao governo espanhol que aproveite esta oportunidade única de proteger o lobo, após terminar no final de fevereiro o prazo para a consulta pública prévia para inclusão do lobo na Lista de Espécies Selvagens em Regime de Proteção Especial (LESRPE), iniciada pelo Ministério para a Transição Ecológica e Desafio Demográfico de Espanha (MITECO), na sequência do parecer favorável do comité científico para a referida inclusão, e do voto favorável na reunião da Comissão Estadual de Património Natural e Biodiversidade.

 

Tratando-se de uma espécie que habita território ibérico, a ANP|WWF, ATN, FAPAS, GEOTA, PALOMBAR, Quercus, Reserva Faia Brava, Rewilding Portugal e SPEA juntaram-se e enviaram ao MITECO uma carta de contributo a esta consulta pública.

 

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A carta visa apoiar esta decisão e pedir ao Governo espanhol e à sociedade espanhola que aproveitem esta oportunidade única para proteger o lobo e para melhorar o seu estado de conservação, como é requerido pela Diretiva Habitats da União Europeia – e também para simultaneamente valorizar e apoiar a pecuária extensiva.

 

O Ministério da Transição Ecológica e Desafio Demográfico Espanhol iniciou o procedimento para inclusão do lobo na lista de espécies protegidas (LESRPE) após pressão de ONGAs ligadas à proteção ao lobo, de um veredicto do Comité Científico e maioria de votos a favor na Comissão Estadual de Património Natural e Biodiversidade. Até agora o lobo está protegido a sul do rio Douro, mas não a norte. O Comité Científico declarou que o lobo devia ser incluído na lista pelos seus valores culturais, científicos e também pelos serviços que presta ao ecossistema.

 

Segundo a ANP|WWF, «é fundamental construir um novo modelo de gestão do lobo que se baseie no respeito pela espécie e na convivência com outros setores». Na referida carta, é referido, entre outros pontos, a existência de uma situação descoordenada e incoerente na conservação e gestão do lobo; a falta de conservação e gestão abrangentes com o foco na coexistência; e um estado de conservação desfavorável.

 

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Especialmente importante para estas ONGAs portuguesas é o facto de se tratar de uma única população ibérica que deve ser gerida como tal. «De outra forma, os esforços de conservação desenvolvidos do lado português não fazem sentido. Se esta espécie continuar a ser caçada em Espanha, não gozando de um estatuto de proteção semelhante nos dois lados da fronteira, a coordenação entre países para trabalhar para que o estado de conservação do lobo ibérico seja favorável é menos eficaz, algo que a própria Comissão Europeia já questionou», refere a associação portuguesa.

 

A WWF em Espanha desenvolveu uma campanha “Eu defendo o lobo”, que já conta com cerca de 30.000 adesões, para pedir o fim da sua perseguição à espécie, o reconhecimento jurídico que merece, a aprovação de planos para a sua conservação e recuperação, bem como como um forte compromisso na sua convivência com a pecuária extensiva e o mundo rural.

 

 

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