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Organização Meteorológica Mundial cria lista de nomes de furacões suplente por esgotar nomes previstos

A temporada de 2020 foi tão ativa que a lista rotativa de 21 nomes da OMM se esgotou e o alfabeto grego foi usado apenas pela segunda vez. A OMM também decidiu que, por terem causado demasiada destruição, alguns nomes são retirados da lista rotativa. Dexter, por exemplo, substituirá Dorian e Leah substituirá Laura na lista de nomes.

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A Organização Meteorológica Mundial (OMM) acaba de criar uma lista de nomes suplentes para furacões, para ser usada caso a lista rotativa de 21 nomes existente se volte a esgotar, como aconteceu em 2020. Esta é uma das decisões do Comité de Furacões tomadas na convenção de nomes da OMM, que terminou a 17 de março. A reunião analisou a temporada de 2020 no Atlântico e fez os preparativos para 2021.

 

Esta lista suplente de nomes vem substituir a lista de nomes suplentes com recurso ao alfabeto grego e que demonstrou ser potencialmente confusa numa comunicação que envolve vários idiomas. «Os furacões não se preocupam com as fronteiras internacionais. Todos nós enfrentamos perigos semelhantes de sistemas tropicais. Os impactos de uma única tempestade podem afetar vários países, por isso é fundamental que tenhamos um plano, coordenemos os nossos esforços e compartilhemos desafios e melhores práticas», disse Ken Graham, presidente do Comité de Furacões.

 

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A lista anual de nomes foi esgotada em duas ocasiões durante os últimos 15 anos e é provável que isso ocorra novamente no futuro. Assim os membros do Comité de Furacões concordaram em criar uma lista suplementar de nomes AZ (excluindo Q, U, bem como X, Y e Z na lista do Atlântico) a ser usada no lugar do alfabeto grego, quando a lista padrão se esgotar numa determinada temporada. Os nomes que começam com Q, U, X, Y e Z ainda não são comuns o suficiente ou facilmente entendidos em vários idiomas para serem inseridos nas listas rotativas, explicam.

 

A temporada de 2020 mostrou que havia uma série de deficiências no uso do alfabeto grego. Como as tempestades não conhecem fronteiras, por vezes há confusão com alguns nomes do alfabeto grego quando são traduzidos para outras línguas. A pronúncia de várias letras gregas (Zeta, Eta, Theta) é semelhante e ocorre em sucessão. Em 2020, isso resultou em tempestades com nomes com sons muito semelhantes que ocorriam em simultâneo, o que desafiou a comunicação simplificada e clara.

 

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O início oficial da temporada de furacões no Atlântico ocorre a 1 de junho. Mas a temporada de furacões de 2020 teve um início rápido e precoce, com um recorde de nove tempestades nomeadas entre maio e julho, e terminou mais tarde, com dois grandes furacões em novembro, registados pela primeira vez nesta altura do ano. A temporada foi tão ativa que a lista rotativa de 21 nomes da OMM se esgotou e o alfabeto grego foi usado apenas pela segunda vez (a primeira vez foi em 2005).

 

Além de renovar a lista suplente para acautelar situações futuras semelhantes, o Comité de Furacões decidiu também retirar Dorian (2019) e Laura, Eta e Iota (2020) das listas rotativas de nomes de ciclones tropicais do Atlântico por causa da morte e destruição que causaram.

 

As listas de nomes de ciclones tropicais do Atlântico repetem-se a cada seis anos, a menos que uma tempestade seja tão mortal ou cara que o seu nome seja retirado das listas futuras. No total, 93 nomes já foram retirados da lista da bacia do Atlântico desde 1953, quando as tempestades começaram a ser nomeadas no sistema atual.

 

 

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