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ONU atribui maior galardão de proteção ambiental a quatro transformadores

Um projeto e três personalidades são os grandes vencedores do prémio Campeões da Terra 2021, atribuído anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

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O maior prémio ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU) homenageia este ano uma primeira-ministra, uma cientista, um projeto de mulheres indígenas e uma empresária pelo impacto transformador que todos tiveram no meio ambiente.

 

O prémio Campeões da Terra 2021, atribuído anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, reconhece os laureados em quatro categorias, nomeadamente Inspiração e Ação, Liderança Política, Visão Empreendedora e Ciência e Inovação.

 

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Inspiração e Ação

As Mulheres do Mar da Melanésia (Papua Nova Guiné e Ilhas Salomão) treinam mulheres locais para monitorizar e avaliar os impactos do branqueamento generalizado de corais em alguns dos recifes mais ameaçados do mundo, com recurso a ciência e tecnologia marinhas.

 

Vestidas com equipamento de mergulho, mais de 30 mulheres traçam a saúde dos frágeis recifes de coral que cercam a Melanésia, um agrupamento de nações insulares no Pacífico Sul.

 

Esta área está repleta de vida marinha, sendo um dos principais destinos mundiais para o turismo subaquático e lar de uma importante indústria pesqueira. Também está excecionalmente ameaçado pelo aumento da população humana e pelos níveis de resíduos.

 

Liderança Política

A primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, foi reconhecida pela sua voz em prol de um mundo sustentável. Alerta constantemente sobre a vulnerabilidade dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento devido à emergência climática. Segundo a ONU, Mottley é uma força motriz para a ação climática na região da América Latina e Caraíbas.

 

Foi a primeira a concordar com o Plano de Ação para a Década de Restauração de Ecossistemas da ONU. Sob a sua liderança, Barbados adotou metas ambiciosas de energia renovável, comprometendo-se com um setor de eletricidade e transporte sem combustíveis fósseis até 2030. Ao mesmo tempo, Barbados está a implementar vários projetos de conservação e restauração de florestas, cidades, litoral e oceano.

 

Visão Empreendedora

Maria Kolesnikova, da República do Quirguistão, foi homenageada por ser uma ativista ambiental, defensora da juventude e chefe da MoveGreen, uma organização que trabalha para monitorizar e melhorar a qualidade do ar na Ásia Central. A MoveGreen desenvolveu uma aplicação chamada AQ.kg, que recolhe dados a cada 20 minutos das duas maiores cidades do Quirguistão, Bishkek e Osh, sobre a concentração de poluentes no ar.

 

Ciência e Inovação

Gladys Kalema-Zikusoka, Uganda, foi homenageada por ser a primeira veterinária de vida selvagem da Autoridade de Vida Selvagem do Uganda e por ser uma autoridade mundial reconhecida em primatas e doenças zoonóticas. Como fundadora e CEO da Conservation Through Public Health, lidera a implementação de três programas estratégicos integrados.

 

Muito de seu trabalho tem sido em comunidades empobrecidas da África Oriental que fazem fronteira com áreas protegidas, onde ajudou a melhorar os cuidados de saúde e a criar oportunidades económicas, transformando muitos habitantes locais em parceiros na conservação da natureza.

 

 

 

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