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Onde pões a tua atenção?

Temos uma capacidade limitada de perceção. Por enviesamentos da forma como pensamos; e por design biológico do nosso sistema humano. Mas não acredites em mim. Faz a experiência que aqui proponho.

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No lugar onde estás, para por uns instantes. Garantindo que estás confortável e em segurança. Olha à tua volta e conta quantas coisas vês com a cor laranja. Sim, para mesmo e observa tudo o que consegues ver à tua volta. Quantas coisas de cor laranja vês? Cinco, onze, vinte e três? Mais, menos? Se são muitas, dirias aproximadamente quantas? Já tens um número? Ok.

 

Agora, quero o teu compromisso de fazermos isto juntos. Mais do que honestidade comigo, que sejas honest@ contigo. Temos acordo? Comprometes-te? Se sim, ótimo! Se não, tudo bem. Aprecio a tua franqueza. Continua a ler para descobrir mais sobre limitações de perceção e como podemos lidar com elas.

 

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Então, sem desviar o teu olhar um milímetro que seja, só olhando fixamente aqui para o ecrã onde estás a ler este texto, responde: quantas coisas viste com a cor verde? 😀 Sim, verde em vez de laranja. Mantém aqui o olhar. (Já tiveste tentação de olhar de novo à volta, não foi? 😉) Vá, quantas coisas de cor verde? Pode ser que te lembres de algumas, é normal que não te lembres de nenhuma.

 

O que fazer

O que aconteceu? Ao definirmos a intenção como “busca e conta coisas de cor laranja”, esta atua como uma lente que filtra a informação disponível. Com a missão de captar o que foi definido como sendo importante, e descartar o restante. Para mim, isto é incrível! O nosso sistema humano “apaga” informação disponível de acordo com o “sítio” onde colocamos a nossa atenção. De acordo com a nossa intenção, seja esta consciente ou inconsciente. Ou por qualquer outro filtro como, por exemplo, as crenças que temos ou o Enviesamento de Confirmação.

 

O que fazer? Como lidar com as limitações de perceção? Aprendendo; tornando-nos mais conscientes deste e de outros processos humanos; e usando este e outro conhecimento a nosso favor! Por exemplo, quando for importante, podemos começar por ficar mais conscientes de: ao que é que estamos a dar atenção; e, qual a nossa intenção nesse momento. Se quiseres, pede ajuda.

 

Se for difícil, então a intenção pode simplesmente ser ganhar maior autoconsciência e à vontade a definir a intenção consciente. Quando começa a ser mais fácil, ou até automático, podemos avançar para outras perguntas, filtros e ações. Para descobrires “pontos cegos” podes perguntar-te: O que é que ainda não estou a ver que se já tivesse visto me ajudava a lidar com a situação “x”?

 

 

Claro que, ao mesmo tempo, outros processos bioquímicos e neurológicos que podem ter impacto, redutor ou possibilitador, continuam a acontecer dentro de nós. O que comemos e como comemos, as horas de sono e de relaxamento que nos damos, químicos industrialmente produzidos, e outros mais. Pode ser mais ou menos fácil, e podes ter mais ou menos condicionantes biológicas ou outras. Agora, a parte que controlas sobre onde pões a tua atenção depende essencialmente de ti.

 

Então, onde tens colocado a tua atenção? Durante as conversas em família, no trabalho, com chefe, colegas ou clientes, nas notícias que escolhes ver, nos teus pensamentos, …? E, como tens expandido a tua perceção? Depois de experienciares ou recordares o que te propus, o que te faz sentido fazer a seguir?

 

Este texto foi-te útil ou interessante? Ajudou de alguma forma? Sabes de mais alguém que pensas que pode beneficiar de o ler? Comenta. Partilha. Mostra a essa pessoa. Qualquer questão, entra em contato comigo.

 

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