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OMS quer eliminar cancro do colo do útero

A cada minuto, uma mulher é diagnosticada com cancro do colo do útero. No Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, assinalado a 4 de fevereiro, a Organização Mundial de Saúde incentiva a sociedade a trabalhar para eliminar uma doença que pode ser erradicada através da vacinação e de rastreios ginecológicos.

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A Organização Mundial de Saúde quer eliminar o cancro do colo do útero. O apelo é feito no Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, assinalado a 4 de fevereiro, nomeadamente para que se promova a vacinação e os rastelos ginecológicos no mundo.

 

Segundo a OMS, a cada minuto, uma mulher é diagnosticada com cancro do colo do útero. Todos os anos, mais de 300 000 mulheres morrem desta doença, sendo este um problema de saúde pública a nível global.

 

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«O cancro do colo do útero é uma das formas mais evitáveis ​​e curáveis ​​de cancro, desde que seja detetado precocemente e tratado de forma eficaz. Devemos garantir que todas as meninas sejam vacinadas contra o vírus do papiloma humano (HPV) e que todas as mulheres com mais de 30 anos sejam rastreadas e tratada para lesões pré-cancerígenas», informa numa comunicação divulgada hoje.

 

Agora, é hora de se vacina, de fazer rastreios e de se tratar, caso necessário. É hora de eliminar o cancro do colo do útero, diz na sua campanha. Veja o vídeo abaixo (em inglês).

 

 

Situação grave em Portugal

Portugal tem uma das incidências mais altas de cancro do colo do útero dos países europeus desenvolvidos, sendo mesmo o país com a taxa mais alta de mortalidade na Europa Ocidental. Surgem 720 novos casos por ano, sendo que 390 acabam por ser fatais. «O cancro do colo do útero em Portugal é o segundo tumor maligno ginecológico mais frequente nas mulheres com menos de 50 anos. Em 2018 surgiram cerca de 750 novos casos (incidência de 13,8/100 000) e faleceram cerca de 370 mulheres com este diagnóstico. Para além disso, é um tumor que, no seu tratamento, pode acarretar outras morbilidades como infertilidade, dor pélvica crónica e menopausa precoce», diz em entrevista à MOOD, Cláudio Rebelo, ginecologista.

 

Na mesma entrevista, que deu recentemente no âmbito da a Semana Europeia de Prevenção do Cancro do Colo do Útero, que decorreu de 21 a 27 de janeiro, o ginecologista alertou para o facto de a vacinação dos rapazes ser essência para erradicar esta doença: «Ao não incluir a vacinação de rapazes para o HPV no PNV, existe de facto uma discriminação perante um vírus que não escolhe género sexual. Ao apresentarmos uma cobertura vacinal das raparigas > 90% no PNV existe um benefício de “rebanho” e, assim, os rapazes que se mantenham em Portugal estarão também protegidos.

 

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No entanto, não podemos esquecer que, neste mundo globalizado, se o jovem português mantiver relações com parceiras ou parceiros de outros países com taxas de vacinação muito inferiores estará sempre em risco de desenvolver doença. Assim estamos perante um paradoxo médico: temos um vírus que provoca doenças e doenças oncológicas em mulheres e homens e o PNV, ao assumir comportamentos e até orientações sexuais futuras, discrimina e só protege um dos sexos».

 

Neste momento, apenas 15 países em todo o mundo têm os rapazes incluídos nos seus planos nacionais de vacinação contra este vírus: Austrália, Hong Kong, Coreia do Sul, Áustria, Bermuda, Brasil, Canada, Israel, Itália, Nova Zelândia, Noruega, Holanda, Suíça, EUA e desde 2019 o Reino Unido.

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