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O terrorismo e a imperfeição da raça humana

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Hoje tirei este espaço para refletir e meditar, não ficaria bem em consciência se esta semana não viajasse até sexta-feira 13 de novembro. Um dia aziago para centenas de pessoas, para um povo e para um mundo a ruir aos pedaços todos os dias.

 

O terrorismo é isto, é querer que vivamos todos os dias em sobressalto, com o coração nas mãos sem saber o que se vai passar no minuto seguinte, quiçá à nossa porta, num momento de diversão, num passei de família, num copo com os amigos ou a brincar com os nossos filhos.

 

O terrorismo é esta guerra fria, é o desejo permanente de atrasados emocionais e mentais de nos querer ver o coração a sangrar, sem saber que futuro vai ficar para os nossos filhos. O terrorismo não foi só Paris, o terrorismo entra-nos todos os dias por aquela que um dia foi uma caixa mágica, o terrorismo alimenta-se de teorias de conspiração e enche-nos de medo, o terrorismo foi nas Twin Towers a 11 de setembro, em Atocha a 11 de março, foi em janeiro na redação do Charlie Hebdo.

 

O terrorismo existe na Síria, no Iraque, no Islão, mas não só. O terrorismo é o mundo humano na totalidade, e todos os dias se alimenta do sangue, qual imortal vampiro, em todas as cidades, em todos os cantos, em todas as faltas de tolerância que existem junto do ser humano. O terrorismo é o bullying, o terrorismo é o racismo, o terrorismo é a homofobia é o fundamentalismo seja ele qual for.

 

O terrorismo alimenta-se da dor, da intolerância, mas não deve ser apenas medido apenas numa bitola mundial, porque este existe à nossa parte, na nossa família, nas nossas quizilas. O terrorismo é uma guerra aberta do Homem contra o Homem.

 

O terrorismo é uma característica só e apenas da raça humana, não é algo que vejamos nas espécies que chamamos de irracionais, talvez por isso, por sermos a pior das criações divinas, até entidade suprema da perfeição, que no meu caso, por ter tido a liberdade de escolher o cristianismo como religião, a apelido de Deus, logo no início da criação se arrepende daquela que achava ser a sua criação suprema: o Ser Humano.

 

Conseguem encontrar esta passagem na Bíblia, em Génesis, capítulo seis, do versículo quinto ao sétimo: “ E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração. E disse o SENHOR: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.”

 

Se quiserem podem continuar a ler, segue-se o Grande Dilúvio, e a história de Noé. O resto pesa na consciência que tiver de pesar. A minha pesa em tristeza, em frustração, medo e vergonha de ser um ser tão imperfeito.

 

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