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O software das crianças

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Ainda antes de começar a falar sobre o tema de hoje, gostaria de esclarecer desde já que não sou pediatra nem outro tipo de profissional de saúde e deste modo, o que irei escrever é somente na qualidade de pai.
 
Hoje em dia é frequente vermos crianças muito pequenas com 2 ou 3 anos a brincar com tablets ou smartphones sob o olhar espantado e maravilhado dos adultos que a rodeiam e que soltam afirmações como: “Estes miúdos hoje parece que já vêm com um software avançado e mexem nestas coisas de forma natural” e também “o meu filho faz coisas no meu telemóvel que eu própria não sei fazer”.

 

Eu concordo na totalidade! Eu estou absolutamente convicto de que os miúdos que nos últimos tempos têm vindo a habitar o planeta trazem de facto um “software” avançado” – chamemos-lhe assim para efeito do artigo – parece-me normal que assim seja e penso que muita gente concorda comigo.
 
Dito isto, a pergunta que coloco é: então se as crianças de hoje já vêm equipadas com o tal “software avançado” porque é que as continuamos a educar como tem sido feito nas últimas décadas? Se refletirmos um pouco, talvez concluamos que o ensino na sua génese não mudou assim tanto. Já deixei a escola há uns bons anos, mas pelo que vou vendo e ouvindo através de diferentes relatos, alguns dos quais de professores, a forma de ensinar e os próprios conteúdos não mudaram muito nos últimos 40 anos. Talvez hoje haja quadros interactivos e computadores nas escolas, mas os miúdos continuam a ter que fazer cópias demasiado extensas, a escrever vezes sem conta uma nova palavra e, dizem-me até que são supostos saber ler e escrever em tempo recorde.

 

Desculpem-me a comparação – e, como disse, eu sou pai – mas faz-me lembrar os frangos. Antigamente comia-se um frango depois de ele ter alguns meses ou mesmo um ano. Hoje são engordados à pressa para saírem o mais rápido possível para a prateleira do supermercado. Tudo sem qualquer critério de qualidade, interessando apenas a quantidade. Já no caso das crianças, a falta de critérios de qualidade é idêntica e a pressão vem das estatísticas pois o que interessa é que “o meu governo tenha números mais elevados de sucesso escolar”, seja lá o que isso for…

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