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O que faz uma boa vida?

Como ficamos felizes e saudáveis ao longo da vida? Para criar o teu eu futuro feliz e saudável, onde investirias o teu tempo e energia? Esta minha aprendizagem liga-se com as descobertas do estudo Desenvolvimento Adulto, conduzido pela escola de Harvard, que dura há quase 80 anos.

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Será o tipo de trabalho que se faz? Realizar o propósito de vida, como tantos colegas meus falam? Trabalhar mais e mais horas? Ajudar mais e mais pessoas? Enriquecer de tal forma que nem os trinetos conseguirão gastar todo o dinheiro acumulado? Sofrer desnecessariamente? Carregar culpa? Trazer aos ombros o peso, às vezes parece que, do mundo inteiro? Abdicar de prazeres humanos e mundanos? Viver em desapego? Ou será que é ir viver para um ambiente selvagem, inspirando o filme Into the Wild, como fez Christopher McCandless?

 

Recentemente, voltei a ver a palestra TED do Dr. Robert Waldinger, atual diretor daquele estudo. E faz-me mesmo muito sentido o que ele e os seus colegas têm descoberto ao longo das últimas 8 décadas!

 

Uma das descobertas feitas ao longo do estudo foi que as relações sociais de qualidade são mesmo boas para a nossa saúde e felicidade. E, também, que a solidão mata. Quem está mais ligado socialmente a amigos próximos, familiares, à comunidade, ficam mais felizes, mais saudáveis fisicamente e vivem mais tempo do que quem está menos conectado.

 

Outra descoberta foi que interessa menos a quantidade de conexões sociais, de amigos, etc. Importa mais a qualidade das relações mais próximas. Viver no meio de conflito, numa relação tóxica, sem grande afeto, é bem prejudicial para a saúde. Viver com relações acolhedoras, afetuosas, é protetor.

 

Nesse estudo, também descobriram que o fator mais preditivo sobre a saúde e a felicidade, em idade sénior, foi o quão a pessoa estava satisfeita com as suas relações quando tinha 50 anos. Talvez por isso, Christopher McCandless tenha escrito: a felicidade só é real quando partilhada.

 

Muito se fala de comer bem, ter dinheiro para se fazer o que se quer, de ter liberdade para se fazer o que se quiser, ao seu ritmo, ao seu jeito, …. Mas, diz-me, como é contigo? Reconheces em ti, mesmo que secretamente, como é importante a qualidade das relações mais próximas que tens? Sentir que podes contar com essas pessoas? Receberes um certo nível de afeto, de acolhimento, de amor, de apoio, de alegria?

 

Qual foi a minha aprendizagem exatamente? Reencontrei-me com ela em diferentes momentos. Nas minhas viagens por este mundo. Ao andar livre, e levemente, de bicicleta nas pequenas e quase vazias ruas entre as ruínas de Sukhothai. Ao sentir o café quente nas mãos e na boca, em contraste com o frio e cortante vento que se fazia sentir no Paso de los Libertadores, enquanto esperava a vez fora do autocarro que me levava de Mendoza até Santiago do Chile.

 

Também, nos meus dias mais comuns, ao ver um filme que me emociona, me inspira, me dá um exemplo humano que valorizo. Igualmente, em sessões de desenvolvimento que facilito, quando quem está do outro lado se redescobre, se desconstrói e reconstrói como deseja, mais alinhada, leve, harmoniosa, clara, amada, confiante, inteira. Continuo a experienciar e observar esta aprendizagem:

 

A vida é mais bem vivida e saboreada quando partilhada.

 

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