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O propósito da vida

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É comum ouvirmos a expressão “passou ao lado de uma grande carreira”, quando se fala de pessoas ligadas ao desporto ou ao espetáculo. Diz-se isto quando temos a percepção de que alguém com um talento natural parece não o saber aproveitar devido a uma qualquer limitação. E às vezes chega a doer, não é? Vemos alguém que faz algo muito bem, melhor até que a maioria, mas depois parece que “não sabe onde tem a cabeça” e não coloca esse talento em prática. Talvez dê por si a pensar em um ou dois exemplos.

 
Excelente! Então com estes pressupostos em mente, vamos lá agora pensar porque é que a maior parte das pessoas comuns também tendem a “passar ao lado de uma grande carreira” neste grande jogo que chamamos vida?

 
Em primeiro lugar, a maior parte das pessoas não faz a mínima ideia sequer de qual é o propósito da vida! Já imaginou convidarem-no/a para um jogo de basquetebol e desatar aos chutos à bola? Ou participar num jogo de ténis, mas levou um taco de beisebol? Pode achar engraçado, mas a verdade é que quando perguntamos às pessoas qual é o seu propósito de vida, a sua missão, o que é que afinal vieram fazer a este mundo, a maioria não faz a mínima ideia. É mesmo triste pensar que para alguns, para muitos mesmo, a vida se resume a nascer, estudar, trabalhar, pagar contas e morrer. Mas como sabemos, é o que acontece…

 
Continuando, chegamos ao tal jogo de andebol que não conhecemos as regras e o que fazemos? Começamos a inventar uma data de regras, só porque sim, porque afinal precisamos de regras, não é? Então decidimos que o andebol afinal é para jogar com uma raquete e lá andamos vida fora com uma raquete na mão e, claro, alguns, quando se chateiam, ainda usam a raquete como arma de arremesso. Porquê? Porque criámos estas regras todas, mas não contámos a ninguém e ainda assim achamos que os outros têm obrigação de as conhecer, logo agimos como se eles as conhecessem e caso façam algo que não gostamos ou que vá contra as nossas “regras” ficamos tristes, ou enraivecidos ou outro disparate qualquer!

 
E se está a pensar que isto só lhe acontece a si, desengane-se, pois há mais 7 mil milhões de pessoas a pensarem de uma forma idêntica. Agora imagine decifrar as “regras” desta gente toda? Uff!

 
Para ajudar ainda mais à festa, no meio destes 7 mil milhões, há uma quantidade enorme de pessoas que acha que a vida é um jogo de vida ou de morte e como tal leva tudo demasiado a sério, incluido a si próprio. Relaxe! Sim, a vida é para ser levada a sério, mas há que saber relaxar e quando relaxar, e muitas pessoas nem sequer se permitem fazê-lo, como se estivessem sempre em alerta máximo e à beira de um ataque bélico vindo dos céus. E se errar – e vai errar porque todos erramos – seja gentil consigo. Recordo que, afinal de contas, está a participar num jogo que não conhece as regras…

 
Em vez disso, pode escolher aprender com os outros, aprender consigo própria/o e com os seus erros para da próxima vez fazer diferente.  E, no final, pode no mínimo escolher amar-se a si mesma/o o que é capaz de ser uma decisão sensata, pois não há outro/a igual, certo?
 
Namastê!
 

Sérgio Oliveira
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