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O poder do marketing

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Não vou citar nomes pois não me recordo exatamente de quem foi. Mas foi um grande empresário português que disse que, para um negócio prosperar, deve-se, grosso modo, investir 20% em inovação e 80% em divulgação.

 

De facto, de que serve ter um produto esplendido se o consumidor não sabe que ele existe, para assim o consumir  e gerar receitas para a empresa? Dizem os entendidos na matéria que o marketing deve estar no coração do negócio e, como órgão vital, nunca deve parar.

 

Vem isto a propósito da criatividade das ações de marketing que por vezes surgem em forma de notícia. São as próprias empresas que criam a necessidade, sem recorrerem a anúncios elaborados ou grandes campanhas que façam buzz nas redes sociais. E se resultam!

 

Está a aproximar-se o Natal. E nada como criar a necessidade de consumir antes que se esgote. A notícia pode até ter sido divulgada meramente pelo facto. Mas a verdade é que, quando soltam notícias cá para fora, os executivos sabem muito bem o efeito que elas têm. Ainda para mais se forem grandes empresas conhecedoras de todos os meandros e dinâmicas da comunicação.

 

Refiro dois exemplos que me fizeram pensar nisto, pois criam agora a necessidade de consumir apressadamente “antes que se esgote”. A Lego anunciou que poderá não conseguir satisfazer todos os pedidos de encomendas para este Natal. Ou seja, muitas gamas poderão não chegar a todas as lojas, por estar a haver uma excessiva procura de muitos países, não havendo capacidade de resposta para tal. Resultado? O consumidor que lê a notícia, e até estava a pensar oferecer alguns Legos neste Natal, apressa-se a comprar. E o aviso responsável da empresa até surte, assim, em aumento de vendas antes do tempo.

 

Ouro exemplo. O novo “Star Wars: O Despertar da Força”, que conta com o regresso de Harrisson Ford, vai estrear nos Estados Unidos a 18 de dezembro. A dois meses da estreia, já há salas esgotadas. E esta comunicação só faz aumentar o desejo de consumir este filme. Não só lá, mas um pouco por todo o mundo.

 

É uma reação básica humana. ‘Se toda a gente quer, é porque é bom e eu também quero’. E ‘não posso ficar de fora disto’. Vamos entrar na época pré-natalícia. Fiquem atentos.

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