Home»BEM-ESTAR»COMPORTAMENTO»O poder do (auto) conhecimento

O poder do (auto) conhecimento

Pinterest Google+

São muitos aqueles para quem o tempo não devia passar e cujo ideal é que as coisas se mantivessem “como antigamente”. Contudo, se há coisa que tende a manter-se em movimento é o tempo.

 

Outra coisa é a consciência. Só desde o início deste ainda jovem século, já assistimos a acontecimentos que eram impensáveis 10 ou 20 anos antes. Nos EUA foi eleito pela primeira vez um presidente negro e estamos em vias de no mesmo país ser eleita pela primeira vez uma mulher para o mesmo cargo. Por todo o mundo assistimos a manifestações de milhares de pessoas a rejeitarem práticas de empresas e governos que já não se coadunam com a atualidade. Porque é que práticas até há relativamente pouco tempo “normais” são agora rejeitas por quantidades significativas de gente?

 
Dizem os místicos que o planeta se encontra num período de fortes mudanças e que estas terão forte impacto na consciência dos seus habitantes. Eu diria que é bem possível pois pela minha parte o que assisto são cada vez a mais pessoas a procurarem expandir-se, desenvolver-se e conhecer-se. E o mais engraçado é que já não só as pessoas mais “expectáveis” a procurar esta expansão. Recorro a alguns estereótipos apenas para demonstrar melhor: são homens e mulheres de negócios, engenheiras, informáticos, cientistas, etc. Em resumo, são pessoas cujas profissões têm uma componente racional muito forte e que um dia perceberam que “a vida não é só isto” e que decidiram apostar no seu desenvolvimento pessoal que começa pelo autoconhecimento.

 
E é provável que esteja a pensar: “Mas afinal o que é isto do autoconhecimento e de que forma é que pode ser útil para mim?

 
Faça uma retrospetiva breve da sua vida e pense em coisas que não correram exatamente como tinha previsto. Pense em decisões que tomou e que talvez se tenha arrependido ou que hoje teria decidido de forma diferente. Costumo dar como exemplo aquela pessoa que em determinada altura da sua vida definiu como objetivo ser promovida e chegar a diretor geral da sua empresa. Trabalhou afincadamente e um dia conseguiu a sua almejada promoção. Ficou muito feliz inicialmente, mas pouco tempo depois apercebeu-se que esta função tinha obrigações que limitavam algumas atividades que considerava importantes. Ser diretor geral acarreta responsabilidades, mais tempo de trabalho, chegar mais cedo e sair mais tarde, trabalhar alguns fins de semana o que significa passar menos tempo com a família, com os amigos, ter menos tempo para descansar e para atividades de lazer. Rapidamente esta pessoa começa a aperceber-se que é infeliz como diretor geral e que apesar de ganhar um pouco mais, esse dinheiro extra não compensa tudo aquilo que abdicou.

 

Quando isto acontece, normalmente existem dois desfechos: as coisas “começam a correr mal” e acaba despromovido, ou faz um esforço e passa a andar em conflito e desmotivado o que irá redundar num qualquer problema físico ou emocional.

 
As pessoas bem-sucedidas e felizes com a sua vida são aquelas que se conhecem. São aquelas que sabem o que as faz correr e que, como tal, apenas seguem por caminhos que sabem estar de acordo com as suas fontes de motivação. E por isso são felizes, por isso são saudáveis pois corpo e mente influenciam-se um ao outro.
 

Transforme este verão num período de reflexão e decida como e o que vai fazer pelo seu desenvolvimento pessoal. Talvez aposte em meditação, numa prática oriental ou mesmo num curso de PNL e Coaching. Seja o que for, faça qualquer coisa. É que estamos só a falar da sua vida!
Namastê

Sérgio Oliveira
Sergio Oliveira
Artigo anterior

Perfume da 'Victoria's Secret' revela-se um bom repelente de mosquitos

Próximo artigo

Sofia Oliveira: «A Josefinas é mais do que uma marca de sapatos»