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O poder da natureza: paralelismo com o nosso corpo

A natureza tem sido ao longo dos séculos uma fonte observação e de inspiração para os mais criativos, e até na forma como gerimos a nossa saúde.

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Sabemos que o sol muda a forma como o nosso corpo se comporta, como muda a nossa temperatura e as nossas cores internas e estabiliza a nossa estrutura oscilante de minerais. O sol tem um efeito bastante positivo na estamina, no desenvolvimento muscular, na quantidade de oxigénio no sangue e reforça o sistema imunitário.

 

Mas existem outras forças de energia que nos destroem e nos devastam, causadas pela nossa incapacidade de mudar a inercia que se instala nas nossas vidas. Este mês, todos nós de alguma forma tivemos conhecimento da existência de alguns furacões na região tropical do mar das Caraíbas. Eu pessoalmente pude viver esta devastadora experiência e sentir de perto o poder de algo tão poderoso e destrutivo, como foi o furacão Irma.

 

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No entanto, para que possam entender bem a razão deste fenómeno da natureza, terei de descrever como ele acontece, porque de alguma forma se assemelha à forma como o nosso metabolismo desenvolve o estado de desarmonia chamado doença. Os furacões são fenómenos atmosféricos que se formam sobre regiões oceânicas tropicais. Eles surgem quando as águas dos oceanos ficam mais quentes com temperaturas iguais ou superiores a 27ºC. Esta elevação da temperatura gera um elevado índice de evaporação, com a produção de uma grande quantidade de humidade, que será, depois, convertida nas massas de ar que formam os furacões. Manifestam-se sempre em formato circular, girando no sentido horário no hemisfério sul e no sentido anti-horário no hemisfério norte. Tal fenómeno deve-se ao efeito coriólis, que se manifesta graças ao movimento de rotação da Terra.

 

A força de Coriolis foi descoberta em 1835 pelo físico e matemático francês Gaspard Gustave de Coriolis, que nasceu em 1792 e viveu em Paris até à sua morte, em 1843. Esta força de Coriolis caracteriza-se por ser uma força de inércia que atua juntamente com a força de arrastamento e a força centrífuga, sobre um corpo cujo sistema de referência se encontre em rotaçãoQuanto mais quente estiverem as águas, maior e mais forte se torna este poderoso fenómeno chamado furacão. Em Cuba, antes da sua passagem as águas do mar atingiram valores entre os 30 e os 32º. Dava gosto estar na praia, sentir o calor da água salgada a fazer uso do seu imenso poder de limpeza e de organização na troca de eletrólise entre o mar e o nosso corpo.

 

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Mas, dizia eu, se observarmos a natureza, facilmente a poderemos comparar com a forma como o nosso corpo e todo o metabolismo humano age e reage de forma quase semelhante. Afinal, nós usamos do poder da osmose entre os meios (natureza e corpo) e, de alguma forma, nos tornamos uma parte do todo que é o universo que nos rodeia. Este é o poder da matéria que carrega energia e que se mistura de forma invisível, mas carregada de força e poder de destruição e de organização.

 

Esta é uma forma simples de explicar a existência da física e da saúde na visão quântica. O nosso organismo, ao longo de um ciclo de 24 horas, liberta diferentes substancias que nos ajudam a realizar diferentes tarefas. A luz desperta-nos ao amanhecer e estimula-nos ao longo do dia, preparando-nos para descansar quando o sol desaparece. Todo o ciclo de luz/noite aciona os comandos da nossa vida metabólica. Devemos por isso evitar que a força de inércia que atue juntamente com a força de arrastamento e nos conduza para a doença.

 

Quando no corpo humano se instala a desarmonia metabólica, o corpo tenta defender-se gerando elevação da temperatura basal e, com isso surgem febres elevadas, suores intensos, dores no corpo, falta de força. Todos estes sintomas mostram-nos que algo devastador, avassalador até, como é o caso dos vários tipos de patologias cancerígenas, se está a apoderar de nós. São estas doenças, os nossos furacões, que resultam de todos os desajustes que cada vez mais a maioria de nós comete ao longo do ciclo circadiano, o mesmo ciclo de 24 horas que faz girar a terra e que serviu de referência ao físico Coriolis em 1792.

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