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O Panamá é o país com maior nível de bem-estar

Resultado de sete anos de investigação, o Estudo Global do Bem-Estar mede a perceção individual de bem-estar da população mundial. Foi agora divulgado, com dados de 145 países.

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Foram necessários sete anos de pesquisa e mais de dois milhões de entrevistas para concluir o Estudo Global do Bem-Estar, levado a cabo pela agência de estatísticas Gallup e pelo grupo de saúde Healthways, e apresentado ao público a 23 de junho.

O estudo recolheu informação em 145 países, tornando-o o maior na sua área. Os resultados são um barómetro da perceção individual de bem-estar da população mundial. Foram levados em conta cinco pontos diferentes do bem-estar do indivíduo: propósito (gostar do que se faz diariamente e estar motivado); social (interações sociais); financeiro (gerir a vida económica de forma a reduzir o stress e aumentar a segurança); comunidade (sentir-se seguro e orgulhoso da comunidade onde está inserido) e físico (ter saúde e energia).

As respostas foram classificadas em três níveis: “próspero” (bem-estar forte e consistente); “em luta” (bem-estar moderado ou inconsistente) ou “em sofrimento” (bem-estar baixo e inconsistente).

Algumas conclusões gerais mostram que um em cada seis adultos no mundo têm um bem-estar próspero em pelo menos três dos cinco pontos, sendo a maior percentagem destes residentes das Américas (31.3%), e a menor percentagem residente na África subsariana (10.2%). Os habitantes da América Latina, em particular, apresentam níveis de bem-estar mais elevados do que de outras regiões, mostrando que vivem diariamente experiências positivas, como rir, sentir felicidade e sentir que são tratados com respeito.

Pelo segundo ano consecutivo, o Panamá é o país do mundo com maiores níveis de bem-estar, com 53% da população a apresentar um bem-estar próspero em três pontos de avaliação ou mais. Isto pode explicar-se pela predisposição cultural para a positividade, assim como pelo crescimento económico do país durante o ano de 2014. Costa Rica e Porto Rico seguem-se na lista, com 45% da população com bem-estar próspero. Do outro lado da balança, os habitantes do Afeganistão têm, a nível global, a taxa de bem-estar mais baixa, com 0% dos habitantes no nível próspero.

Outros dados explicam que há diferentes tipos de bem-estar em países diferentes. Por exemplo, 68.9% dos noruegueses têm bem-estar próspero a nível financeiro, enquanto 50.1% dos habitantes do Sri Lanka têm bem-estar próspero a nível da comunidade. Os países europeus apresentam melhores taxas de bem-estar na área financeira, com a Noruega, Suécia e Suíça a encabeçar a lista. Singapura é o único país não europeu no top 10 desta lista.

A investigação conclui que as pessoas com maiores níveis de bem-estar são mais saudáveis, produtivas e resilientes face a desafios como o desemprego. Os investigadores esperam que os responsáveis dos governos usem estes dados para trabalhar no sentido de melhorar os níveis de bem-estar das populações nos pontos onde estas alcançaram menor pontuação. “Isto representa uma oportunidade para os líderes dos países, empregadores, seguradoras e instituições de saúde. Há intervenções que estes líderes podem fazer para melhorar o bem-estar da população e, ao mesmo tempo, criar valor económico”, disse Peter Choueiri, presidente da Healthways International, em declarações à agência Reuters.

Por Joana de Sousa Costa

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