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O mundo inteiro anda a comer mais gelados

Por ano, vendem-se 13 mil milhões de litros de gelado no mundo, segundo a consultora Mintel. Um número que vai aumentar, porque este doce de verão predileto do mundo ocidental surge em cada vez mais formatos e sabores e está também a conquistar fãs a oriente.

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Quer se trate de gelado, sorvete, em formato cremoso ou de gelo, as suas múltiplas formas continuam a deliciar os palatos em todo o mundo, com as vendas em crescimento, segundo a consultora Mintel.

 

Em 2016, foram consumidos 13 mil milhões de litros de gelado no mundo, um número que continuará a crescer devido às múltiplas formas apelativas que este doce apresenta e ao crescimento do mercado no mundo oriental, especialmente na India, Indonésia e Vietnam, revela a consultora.

 

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A China é atualmente o maior mercado de gelados do mundo, com vendas de 4,3 mil milhões de litros em 2016, sendo seguida pelos EUA (2,7 mil milhões de litros) e pelo Japão (756 milhões de litros). No entanto, em termos de consumo de gelado a nível individual, a pesquisa da Mintel revela que os noruegueses são os maiores consumidores de gelado, consumindo 9,8 litros per capita em 2016, seguidos pelos australianos (9,4) e pelos suecos (8,9).

 

«Os historiadores acreditam que a China inventou o gelado e que Marco Polo o apresentou a Itália no regresso das suas viagens ao do Extremo Oriente. Saltando para o século XXI, as taxas com que está a aumentar a Oriente promete um impulso renovado. É de notar a rapidez com a qual o mercado de gelados da Índia está a expandir», comenta Alex Beckett, analista Global de Alimentos e Bebidas da Mintel. Um em cada três produtos (32%) foi lançados na Ásia-Pacífico em 2016. Um crescimento relativo a 2013, que estava nos 26%.

 

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De facto, o mundo está a tornar-se cada vez mais global e o mesmo se passa no mundo dos gelados. Os consumidores ocidentais querem experimentar produtos com mais sabores inspirados no Oriente. Mais de um quarto (30%) dos canadianos mostram-se interessados em sabores de inspiração étnica, como chá verde ou manga, enquanto 23% estão interessados em formatos de gelado inspirados noutros países, como o gelado de mochi japonês ou o kulfi indiano.

 

Na Europa, também se está a aprimorar gosto pelo exótico. Cerca de 20% dos italianos, 17% dos polacos e 16% dos consumidores franceses estariam interessados em experimentar gelados de inspiração étnica, como gelado de wasabi, de chá verde ou de açafrão.

 

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As novas tendências alimentares também e expressam no consumo de gelados. Diz a Mintel que experiências de gelados sem leite estão a crescer. A opção vegana aumentou de 2% em 2014 para 3% em 2015 e para 4% em 2016, sendo a Europa responsável por 59% de todos os lançamentos em 2016. Isto porque muitos consumidores estão a reduzir o consumo de produtos lácteos. Cerca de três em cada 10 (29%) italianos dizem que estão a reduzir o seu consumo ou estão a evitar lacticínios, seguido por um quarto (23%) dos consumidores franceses, 16% dos consumidores polacos e 14% dos alemães.

 

A Alemanha, entretanto, é um viveiro de inovação de gelados não lácteos, e representou 19% dos lançamentos mundiais de sobremesas veganas e de gelados em 2016 – mais do que qualquer outro país. «As aspirações dos consumidores para viverem estilos de vida mais saudáveis motivam-nos a preferir cada vez mais fruta, vegetais, nozes, grãos e especiarias. Consequentemente, os ingredientes das plantas e as reivindicações veganas estão a tornar-se mais proeminentes numa variedade de categorias de alimentos, incluindo gelados», conclui a especialista.

 

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