Home»ATUALIDADE»ESPECIALISTAS»O meu filho é gordo! Como posso ajudar?

O meu filho é gordo! Como posso ajudar?

A obesidade infantil tem aumentado de dia para dia, e com ela as preocupações dos pais, dos nutricionistas e de alguns educadores em como fazer com que as crianças emagreçam para evitar futuros problemas de saúde.

Pinterest Google+

Os principais problemas a evitar são as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, a diabetes e problemas psíquicos e emocionais na adolescência e depois na idade adulta. Para as crianças e os adolescentes até aos 18 anos de idade, a obesidade é diagnosticada pelo pediatra ou pelo nutricionista a partir dos percentis.

 

Classificação do estado nutricional infantil

Primeiro é fundamental calcular o índice de massa corporal (IMC) que é o peso (em kg) dividido pela altura ao quadrado (em metros). Crianças até 10 anos são consideradas obesas quando tiverem com 20% ou mais do peso ideal para a idade, por exemplo.

 

Depois e com o recurso das curvas e das tabelas de percentis, e com o valor de IMC calculado, atendendo à idade da criança, considera-se:

– Normal: uma criança que esteja entre o percentil 5 e 85.

– Magreza: uma criança que esteja abaixo do percentil 5.

– Sobrepeso: uma criança que esteja entre o percentil 85 e 95.

– Obesidade: uma criança que esteja acima do percentil 95.

 

VEJA TAMBÉM: LANCHES SAUDÁVEIS (E DELICIOSOS) PARA CRIANÇAS

 

Qual a melhor forma de prevenir a obesidade nestas idades?

A melhor maneira de prevenir esta patologia é começar em casa, isto é, ver que tipo de alimentação tem em casa. Analisar e verificar os hábitos alimentares que tem em casa, os alimentos comummente comprados e consumidos; e também, a relação familiar, que muitas vezes é um dos factores que desencadeia sérios problemas como a obesidade e transtornos alimentares. Ser um exemplo de referência faz toda a diferença.

 

Uma criança que nasce e cresce com o hábito de ingerir diariamente alimentos pouco nutritivos, muito calóricos, com elevado teor de gorduras e de sal e baixa quantidade de fibras como bolos, batatas fritas, bolachas, gelados, biscoitos, etc; e quase que não sabem qual é o paladar das frutas e dos vegetais frescos; como eventualmente aprenderão a gostar destes alimentos? Não é verdade?

 

VEJA TAMBÉM: COMO CUIDAR DOS DENTES DAS CRIANÇAS?

 

Isto não significa que precisam de ser privados dos alimentos acima descritos, muito pelo contrário. Porque um dos princípios da alimentação saudável é a variedade. Logo os alimentos mais calóricos e todo o tipo de guloseimas podem ser ingeridos desde que com peso, conta e medida. E que apesar de poderem ser consumidos, devem ter uma hora certa para esses momentos.

 

Também é nestas idades que deve-se começar a saber diferenciar o que é bom e o mais correcto na hora de fazer uma refeição. Essa educação alimentar deve começar em casa e ser prolongada na escola pelos professores e outros educadores. Mas a realidade é muito diferente foram as conclusões de alguns estudos científicos, que indicam por exemplo que aproximadamente 80% dos adultos ingerem menos que o recomendado de 5 ou mais porções de frutas e vegetais diariamente – serão então os adultos bons modelos?

Artigo anterior

Maioria das pessoas terá um episódio de lombalgia ao longo da sua vida

Próximo artigo

Canela: uma poderosa arma contra muitas doenças