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O meu filho é gamer. E agora?

Os videojogos fazem parte da vida de muitos jovens, acompanhando-os desde cedo até à idade adulta. Esta forma de entretenimento é, muitas vezes, mal percecionada por pais e educadores, que não sabem como agir junto das crianças na hora de lhes desligar a consola.

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Assim, e para incentivar o convívio saudável entre pais e filhos à volta destes mundos virtuais, o Moche XL Games World, evento que se realiza na Altice Arena de 14 a 17 de novembro, deixa algumas dicas e estratégias para os pais e educadores terem em conta na gestão responsável dos videojogos.

 

Conversar sobre o mundo dos videojogos onde o jovem se insere e experimentar jogar em conjunto

É importante conhecer e perceber o tipo de jogos, em que plataformas e com que pessoas os jovens jogam, antes de tirar conclusões sobre esta atividade. Muitas vezes, estes videojogos podem gerar uma ótima oportunidade de convívio entre pais e filhos, trabalhando a componente presencial desta relação e aproximando os dois. Existem vários videojogos para famílias – jogados a 4 ou 6 pessoas – ou até a típica partida de FIFA, e eventos desta indústria, pensados para a família.

 

 Negociar regras e rotinas, de modo adaptado e flexível

Definir regras com os jovens é uma estratégia muito importante, seja neste ou noutro contexto. Quando se negoceia, em vez de existir uma imposição por parte dos pais/educadores, promove-se no jovem uma atitude de responsabilidade de como ele decidiu e se comprometeu a realizar determinada tarefa.

 

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Procurar perceber os riscos e benefícios sobre o mundo dos videojogos

Os videojogos estão também associados a inúmeros benefícios cognitivos, por exemplo a melhoria da capacidade de atenção, emocionais, como a melhoria do humor, e sociais, como o aumento da capacidade de cooperação, pelo que, antes de proibir, é importante ponderar quais os benefícios e riscos e tentar tirar o melhor proveito das ferramentas que dispõe.

 

Estar atento aos PEGI (sistema de classificação de jogos) no momento da compra dos videojogos
A maioria dos videojogos tem um sistema de classificação europeu sobre o conteúdo do jogo que define a idade mínima sugerida para a sua jogabilidade. Os pais/ educadores estarem atentos a esta idade no ato da compra reduz, significativamente, expor os jovens a conteúdo não adequado para a idade, como por exemplo violência ou linguagem obscena.

 

Obter feedback regular por parte dos professores sobre o comportamento e vida social do jovem
O contacto assíduo com a escola para perceber de antemão os resultados e a vida social da criança ou jovem é determinante para perceber se existe algum tipo de perturbação da sua atenção ou performance, prevenindo assim comportamentos de risco.

 

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