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O medo de se relacionar novamente

É muito difícil para um coração partido e uma confiança traída voltar a confiar num outro e nos seus sentimentos. Como consequência surge o medo de se relacionar e consolidar esse relacionamento.

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Já sentiu medo de se relacionar de novo? Provavelmente a resposta a esta questão é sim. Também provavelmente a causa para que responda sim será diferente da que outra pessoa responderia. Uma relação prévia que não correu bem, uma traição, uma rejeição, ou simplesmente expectativas irrealistas podem ser algumas das causas.

 

Sabemos que um coração ferido sente que todo o envolvimento emocional é um risco. E se é um risco, deve ser evitado a todo o custo.

 

Mas desengane-se, medo do amor ninguém tem. As pessoas sentem medo é do outro, do seu sentir e do que pretende para a relação, surgindo assim a desconfiança. A desconfiança é, na maioria das vezes, apenas resultado do trauma associado ao término de outras relações. As mentiras, as promessas não cumpridas recordam-lhe diariamente que não pode, nem deve confiar no outro.

 

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A raiva de não ter visto, sentido, a verdadeira identidade do outro impede de avaliar objetivamente e de forma realista a realidade.   O receio da solidão, o sentimento de falha a imagem das relações prévias, “diabolizando ou idealizando o outro”, eliminam a esperança de voltar a ser feliz.

 

Certo é que ninguém desconfia porque quer. É muito difícil para um coração partido e uma confiança traída voltar a confiar num outro e nos seus sentimentos. Como consequência surge o medo de se relacionar e consolidar esse relacionamento. Às vezes o medo é tão grande que impossibilita entregar o coração a quem ama.  O medo de sofrer, de ser enganado ou abandonado impede de viver novas experiências ao lado das pessoas.

 

O poder do autoconhecimento

O autoconhecimento sempre será uma das ferramentas mais poderosas para vencer estes medos. Quando se conhece melhor pode compreender a causa dos seus sentimentos, controlá-los e procurar um caminho para superá-los.

 

Tire o foco dos pensamentos negativos e crenças limitantes. Não cultive a ideia de que não é uma boa companhia e não merece a atenção dos outros. É claro que sempre temos o que melhorar em nós, no entanto, não faça disso um poço de tristeza e um muro de lamentações.

 

Não projete as mágoas do passado nas novas pessoas que cruzam o seu caminho. Use-as como aprendizagens para evitar cometer erros semelhantes e se aproximar de pessoas que geram a sua felicidade. Não deixe de se relacionar pelo medo da perda: não podemos perder o que nunca tivemos, nunca foi nosso.

 

Tenha em mente que não existem duas pessoas iguais. Recorde que o que aconteceu no passado não precisa decidir o seu futuro.  Os desamores, a dor, influenciam-nos, mas não nos devem aprisionar.

 

Permita-se recomeçar!

 

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