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O medo da liderança feminina existe!

A herança da figura do patriarca, o homem chefe de família e de negócios, e o reconhecimento de sua autoridade existe, até hoje, em várias sociedades do mundo, incluindo a portuguesa. E são estas premissas que estão na base da “não-aceitação” de mulheres a exercerem cargos de chefia.

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Um novo estudo da Universidade da Florida, levado a cabo pelo professor Klodiana Lanaj, veio comprovar que existe medo da liderança feminina. E sugere, em simultâneo, que existe a possibilidade da mulher ser assertiva, em contexto de liderança, sem perder credibilidade ou ser posta em causa.

 

«Quando, numa equipa de trabalho, as funções de liderança são delegadas numa mulher, o que acontece é que as tarefas são aceites, mas causam um enorme impacto e estranheza junto dos restantes membros», explicou Lanaj.

 

Para o mentor do estudo «esta penalização pode não ser compatível com o ressentimento constatado nas atitudes grupais, pode e (deve) ser utilizada para melhorar, significativamente, a liderança organizacional feminina».

 

O estudo designado por “Liderança em equipa: o papel do género e a compensação do preconceito” foi baseado no acompanhamento de 181 alunos de MBA durante o primeiro ano de curso. O universo de estudo foi dividido em cinco grupos e cada um deles tinha, pelo menos, um estudante do sexo feminino. O estudo contemplou três fases: a primeira foi realizada dois meses antes das aulas começarem e visou reunir dados pessoais e traços da personalidade dos indivíduos. A segunda fase, realizada seis meses depois dos grupos interagirem pela primeira vez, teve como objetivo avaliar cada membro em três contextos diferentes: planear e organizar tarefas do grupo; coordenar fora do grupo para adquirir competências e a capacidade para ouvir as ideias e sentimentos dos membros do grupo.

 

A terceira pesquisa, realizada quatro meses após ter decorrido a segunda etapa, consistiu em avaliar a capacidade de liderança de cada membro dos grupos.

 

A ideia de que os homens são naturalmente líderes e governantes não ficou enterrada nos anos 40, pelo contrário, muitos machistas sentem-se afrontados e revoltados quando se deparam com uma liderança feminina, uma realidade ainda pior quando essa mulher é responsável por liderá-los, conclui a análise.

 

Neste sentido, Klodiana Lanaj diz que a novidade que este estudo veio acrescentar (a esta temática) é que «quando as mulheres exercem papéis de liderança causam muito mais impacto do que quaisquer esforços semelhantes por parte dos homens, logo esta é uma vantagem a ser aproveitada na gestão feminina».

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