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O impacto da osteoporose: uma fratura a cada três segundos

A cada três segundos, a nível mundial, um osso é fraturado como consequência da osteoporose. Este é um problema de saúde pública, estimando-se que após os 50 anos uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens sofrerão uma fratura osteoporótica. A 20 de outubro, assinala-se o Dia Mundial da Osteoporose.

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Em Portugal os números também são preocupantes, registando-se todos os anos 50 mil fraturas ósseas devido à osteoporose. A doença afeta os ossos de cerca de 800 mil portugueses, tornando-os mais frágeis e quebradiços, tendo como consequência a fratura. As fraturas reduzem drasticamente a qualidade de vida e impedem atividades diárias básicas como ir às compras.

 

Há estudos que demonstram ainda que, após a fratura da anca, 80% dos doentes apresentam alguma limitação na realização das atividades da vida diária um ano depois, 40% não são capazes de caminhar de forma autónoma, 30% apresentam limitação funcional significativa e permanente. E mais: pelo menos uma em cada dez pessoas que sofrem essa fratura morre no ano seguinte.

 

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As fraturas osteoporóticas também chamadas de fragilidade estão associadas a vários fatores: idade, género e, até mesmo, origem étnica. Por norma, quanto mais elevada a idade maior é a probabilidade de ter osteoporose. Além desta referência, as mulheres são mais suscetíveis à perda óssea do que os homens. Contudo, embora as mulheres tenham mais probabilidade de sofrer uma fratura osteoporótica (devido à repentina perda óssea durante a menopausa), cerca de 20/25% de todas as fraturas da anca ocorrem em homens com mais de 70 anos, sendo que nestes a gravidade é maior, pois apresentam uma maior probabilidade de ficar com uma deficiência e de morrer após a mesma.

 

O que é importante reconhecer quando falamos de uma fratura por fragilidade é que estamos a falar de uma fratura que surge num osso que é frágil e não porque um possível impacto fez com que aquela energia fosse superior à resistência do osso. São por definição as fraturas que ocorrem após uma queda da própria altura ou após um traumatismo de baixo impacto. Ocorrem tipicamente no punho, na anca e nas vértebras.

 

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A grande questão que surge com a osteoporose e as fraturas é: podem ser prevenidas?

Embora a perda óssea possa ser acelerada por algumas condições fora do controlo de um indivíduo, como a história familiar de fratura da anca nos pais, existem certas medidas que podem ser adotadas para prevenir e lutar contra esta doença.

 

Independentemente da idade ou do estado do osso, é importante adotar um estilo de vida saudável e evitar fatores de risco como o tabagismo, consumo excessivo de álcool e o sedentarismo. A aposta numa dieta nutritiva rica em cálcio, proteínas, vitamina D e outros nutrientes em paralelo com exercícios com pesos e de fortalecimento dos músculos são cruciais.

 

Contudo, para as pessoas que correm riscos de fraturas, a simples adoção de um estilo de vida saudável poderá não ser suficiente para prevenir as fraturas osteoporóticas. Neste caso, será necessário consultar o seu médico e perceber qual a melhor opção terapêutica para o nível de osteoporose e fratura por fragilidade que apresente.

 

Por Ana Paula Barbosa

Endocrinologia Hospital Santa Maria (CHLN)

 

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