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O guia da DGS com cuidados alimentares e atividades para crianças em confinamento

O confinamento em casa, a comida sempre disponível e a redução da atividade física são variáveis que todas juntas podem levar ao ganho de peso e obesidade. O guia da Direção-Geral da Saúde pretende contrariar esta tempestade perfeita e combater os maus hábitos alimentares e consequente risco de obesidade das crianças.

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A rotina de milhares de crianças foi interrompida pela necessidade de evitar a propagação da COVID-19. Mais tempo de confinamento em casa, mais comida disponível a toda a hora e mais horas em frente ao ecrã podem potenciar o sedentarismo e o consumo de alimentos hipercalóricos de má qualidade nutricional. Nestas condições, o ganho de peso é uma possibilidade, não só para as crianças como para toda a família, alerta a Direção-Geral da Saúde num documento divulgado na sua página.

 

Porém, esta confinamento doméstico também pode ser vivido como uma oportunidade para promover o consumo alimentar saudável e a aquisição de competências de compra e confeção de refeições saudáveis em família. Assim, através do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, a DGS disponibiliza este breve manual destinado a todos aqueles que por estes dias têm crianças em casa.  Seguem-se a seis regras básicas.

 

VEJA TAMBÉM: ESTE É O KIT DE ALIMENTAÇÃO DA DGS PARA 14 DIAS

 

1 – Comer mais fruta e hortícolas

Comer fruta e hortícolas nas quantidades necessárias é a regra de ouro da alimentação saudável. Garantir o consumo de sopa no início das refeições principais e 2 a 3 peças de fruta por dia, pode ser o suficiente para atingir a quantidade recomendada por dia para estes alimentos. Para além da sopa, a presença de hortícolas no prato é também desejável, porém os hortícolas são, por vezes, os alimentos mais rejeitados pelas nossas crianças e por isso devemos ser imaginativos na forma como os apresentamos no prato, nas refeições ou mesmo em snacks.

 

  • Pequeno-almoço: 1 peça de fruta
  • Almoço: Sopa de hortícolas e 1 peça de fruta
  • Jantar: Sopa de hortícolas e 1 peça de fruta

 

2 – Beber mais água e menos bebidas açucaradas

As bebidas açucaradas (bebidas refrigerantes, néctares e sumos de fruta) são um dos produtos alimentares que mais contribuem para a ingestão de açúcar nas crianças e adolescentes. Reduzir o seu consumo e promover em alternativa o consumo de água nas crianças é central para uma alimentação saudável. Ofereça às crianças a sua garrafa reutilizável ou institua o momento do copo de água em casa durante este período de “quarentena”. Pode também experimentar preparar algumas águas aromatizadas. Esta é a altura de experimentar e aprender a beber novas bebidas sem açúcar, mas igualmente saborosas.

 

3 – Evitar o “lixo alimentar”, em particular os snacks hipercalóricos, ricos em sal, açúcar e gordura

Estar mais tempo em casa pode ser sinónimo de comer mais e, em particular, de comer com mais frequência ao longo do dia e de optar por snacks menos saudáveis. A estratégia mais eficaz para evitar o consumo excessivos destes produtos alimentares é seguramente não comprar e substituir estes alimentos por outros mais saudáveis, mas saborosos à mesma. Esta pode ser uma recomendação particularmente relevante para quem tem crianças e adolescentes em casa. Mais vale não os ter em casa do que instituir regras difíceis de cumprir nestes dias já difíceis.

 

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4 – Leite e derivados todos os dias, mas na dose certa

O leite e derivados (iogurte e queijo) são alimentos importantes para o crescimento e desenvolvimento das crianças. São fonte de nutrientes essenciais como o cálcio e outros minerais e vitaminas. Contudo, o seu consumo não deve ser exagerado. A quantidade diária não deve ser superior a 400-500 ml. É muito importante ler os rótulos e comparar e escolher lácteos com menos açúcar, preferindo iogurte sem aromas ou sem pedaços de fruta. A fruta pode ser adicionada em casa.

 

5 – Fazer uma alimentação completa, variada e equilibrada, seguindo os princípios da Roda dos Alimentos Devemos incentivar as crianças a comer alimentos de cada grupo da Roda dos Alimentos e beber água diariamente. Comer em maior quantidade alimentos dos grupos com maior dimensão e em menor quantidade alimentos dos grupos mais pequenos. Alertamos para a importância de variar dentro do grupo da “Carne, pescado e ovos”, incentivando o consumo de pescado nas refeições principais. A par do leite e iogurtes, o pescado pode ser uma das melhores fontes de iodo na nossa alimentação e a ingestão adequada de iodo é importante para assegurar um adequado desenvolvimento cognitivo.

  • Gorduras e óleos: 1 a 3 porções
  • Lacticínios: 2 a 3 porções
  • Carne, pescado e ovos: 1,5 a 4,5 porções
  • Leguminosas: 1 a 2 porções
  • Cereais e derivados e tubérculos: 4 a 11 porções
  • Hortícolas: 3 a 5 porções
  • Fruta: 3 a 5 porções

 

6 – Ensinar os mais novos a comerem bem e a cozinhar saudável

A DGS recomenda que use o seu tempo livre para ensinar os mais novos a cozinhar de forma saudável. Neste documento é possível encontrar diversas sugestões para atividades a fazer com as crianças. Pode imprimir um menu semanal para as refeições da família, uma lista de compras, receitas, etc..

 

As recomendações que aqui se fazem são naturalmente aplicadas a qualquer altura do ano. No website do PNPAS podem ser encontrados diversos vídeos e outras ferramentas interativas que explicam a Roda dos Alimentos.

 

 

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