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O grande desafio: manter-se magro!

Para emagrecer com saúde e manter o peso sustentado no tempo, é importante conhecer melhor o nosso organismo e alguns princípios sobre como ele funciona, nomeadamente o metabolismo, o apetite, controlar as hormonas tiroideias, o fígado, os rins, os níveis de stress, os estados de inflamação, etc.

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Um dos grandes problemas das dietas de emagrecimento consiste em, depois da perda de peso, manter o peso desejado, ou seja, manter-se magro! E nem a ciência consegue resolver isso porque, afinal de contas, cada um de nós é um ser único, tanto pela genética como pela bioquímica interna.

 

Para emagrecer e ter mais saúde, e que o peso seja mantido e sustentado no tempo, é importante conhecer melhor o nosso organismo, alguns princípios sobre como o organismo funciona, o metabolismo, o apetite, controlar as hormonas tiroideias, o fígado, os rins, os níveis de stress, os estados de inflamação, os exercícios físicos, etc.

 

Como já foi mencionado, acima de tudo, é preciso compreender e conhecer melhor o organismo, saber como ele funciona, e sabê-lo utilizar para potenciar as suas qualidades – afinal de contas, quando aprende a guiar um carro, a utilizar um computador, etc espera fazê-lo da melhor maneira para que este dure mais tempo e que tenha uma melhor performance, não é assim?

 

Mas como fazer o organismo queimar mais gorduras e perder peso de modo saudável? E como manter o peso desejado de modo permanente? Dar sermões ou chamar a atenção para aquelas pessoas que estão acima do peso não vai adiantar de nada. As dietas ditas “milagrosas”, ou soluções fáceis como manipulados, fármacos e/ou substâncias proibidas, ou tratamentos e cirurgias estéticas e “milagrosas” não vão resolver e não resolvem o foco principal, que é a educação alimentar.

 

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Estamos perante um problema de saúde pública à escala mundial: a obesidade. Esta patologia não é apenas um problema de uma gula exagerada, de um apetite voraz, de falta de vontade, de preguiça, etc; é algo mais complexo, e que envolve inúmeros fatores internos e externos ao nosso corpo, como: a genética, o metabolismo, a prática de atividade física, a constituição do organismo e, por fim, o facilitismo e a disponibilidade das superfícies comerciais e da indústria alimentar.

 

Há centenas de anos, a meio da tarde ou no início da noite quando surgia aquela “fome”, e não havia frigoríficos, nem despensas, nem pastelarias, nem fast-foods, nem sopas instantâneas, nem refeições pré-confecionadas, etc, As pessoas tinham de sair das suas cavernas e ir caçar, ou procurar uma árvore frutífera, apanhar as frutas caídas no chão ou então ter que subi-la para poder colher as melhores frutas.

 

Procurar os alimentos, caçar ou pescar, e prepará-los não faz parte da rotina do nosso quotidiano. Até porque as superfícies comerciais já têm de tudo o que precisamos, não é verdade? E praticamente vamos sempre de carro, e não a pé! Logo, fazemos menos atividade física. Mas os nossos genes têm ainda a informação dos nossos antepassados, ou seja, de acumular gordura como reserva energética devido aos tempos de fome, de escassez de alimentos, e de outras intempéries que surgiam e que faziam com que não houvesse alimentos para todos.

 

E como é que o nosso organismo faz reservas de energia?

Os alimentos são praticamente constituídos por macronutrientes: gorduras, hidratos de carbono e proteínas. As gorduras têm 9 calorias por grama, enquanto que os hidratos de carbono e as proteínas contêm 4 calorias por grama. Ou seja, tudo o que comemos é praticamente transformado em reservas energéticas (massa gorda) em questão de poucas horas após ser ingerido, se não for imediatamente utilizado ou queimado pela prática de atividade física.

 

Como já disse anteriormente, o nosso organismo é capaz de acumular energia sob a forma de gordura para as épocas em que exista escassez de alimentos. E desde o início da história do Homem, há dezenas de milhares de anos, que isso tem acontecido, mas atualmente a conservação e a disponibilidade alimentar é tanta e tão diversificada, com a existência dos frigoríficos, das superfícies comerciais, fast-foods, etc, que fez com que os nossos genes não tivessem tido capacidade para se adaptarem a esta nova realidade e de não promoverem as acumulações das reservas de gordura.

 

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A gravidade desta situação proporcionou o aparecimento da obesidade nos nossos dias. É uma patologia que afeta milhões de adultos e de crianças em todo o mundo, mesmo nos países mais pobres.

 

Infelizmente, os profissionais da área da saúde, os governos, e a indústria alimentar ainda não acharam um caminho simples para ajudar todas estas pessoas, que sofrem de excesso de peso. As suas consequências já foram estudadas detalhadamente e estão em evidência as: doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial, doenças ósseas, insuficiência renal, gota, hipercolesterolemias, etc.

 

Mas como achar a solução ideal?

Por analogia, então vejamos: se aceleramos demais, o nosso automóvel vai andar mais depressa, logo gastamos mais combustível. Este exemplo está bem patente nos aviões, que saem com uma quantidade bem definida de combustível, e não podem sair da rota, nem serem atingidos por ventos contrários fortes ou mesmo aumentar a sua velocidade para chegar mais cedo ao destino, porque vão gastar mais combustível e eventualmente ter problemas com isso.

 

Para fazer com que haja queima das nossas reservas (da massa gorda) é necessário que exista maior dispêndio energético, e isso só é possível com a prática de exercício físico e com uma alimentação equilibrada.

 

Num correto emagrecimento, não nos adianta praticar exercício físico, se depois vamos comer exageradamente, ou se somos sedentários e estamos a fazer dieta, mas o peso que perdemos é de massa muscular e não de massa gorda. Assim, o ideal é juntar um plano alimentar personalizado e prescrito por um nutricionista, com a prática regular de exercícios físicos de acordo com a nossa capacidade física e orientados por um professor de educação física.

 

As consultas de nutrição e alimentação servem para regulamentar os hábitos alimentares. Estes são avaliados para serem manipulados de modo a torná-los o mais saudável possível, sem modificar radicalmente a alimentação habitual e sem que o paciente seja privado daquilo que gosta. Desta forma, a pessoa emagrece e educa-se, ou seja, aprende a comer em qualquer lugar, e em qualquer hora do dia. Só assim é que o peso se mantém ao longo do tempo.

 

Saber cuidar do nosso corpo da melhor maneira é estarmos a cuidar de nós próprios, e é a base para a manutenção do nosso estado de saúde, enquanto estivermos vivos. Saber comer corretamente pode mudar a nossa vida para sempre, temos mais saúde, menos risco de sermos acometidos por doenças em geral, e prevenirmos os efeitos do envelhecimento. Acima de tudo, devemos ter consciência e refletir do que é o melhor para nós. Por isso, consulte um nutricionista.

 

 

 

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