Home»ATUALIDADE»ESPECIALISTAS»O grande desafio: manter-se magro!

O grande desafio: manter-se magro!

Para emagrecer com saúde e manter o peso sustentado no tempo, é importante conhecer melhor o nosso organismo e alguns princípios sobre como ele funciona, nomeadamente o metabolismo, o apetite, controlar as hormonas tiroideias, o fígado, os rins, os níveis de stress, os estados de inflamação, etc.

Pinterest Google+

Um dos grandes problemas das dietas de emagrecimento consiste em, depois da perda de peso, manter o peso desejado, ou seja, manter-se magro! E nem a ciência consegue resolver isso porque, afinal de contas, cada um de nós é um ser único, tanto pela genética como pela bioquímica interna.

 

Para emagrecer e ter mais saúde, e que o peso seja mantido e sustentado no tempo, é importante conhecer melhor o nosso organismo, alguns princípios sobre como o organismo funciona, o metabolismo, o apetite, controlar as hormonas tiroideias, o fígado, os rins, os níveis de stress, os estados de inflamação, os exercícios físicos, etc.

 

Como já foi mencionado, acima de tudo, é preciso compreender e conhecer melhor o organismo, saber como ele funciona, e sabê-lo utilizar para potenciar as suas qualidades – afinal de contas, quando aprende a guiar um carro, a utilizar um computador, etc espera fazê-lo da melhor maneira para que este dure mais tempo e que tenha uma melhor performance, não é assim?

 

Mas como fazer o organismo queimar mais gorduras e perder peso de modo saudável? E como manter o peso desejado de modo permanente? Dar sermões ou chamar a atenção para aquelas pessoas que estão acima do peso não vai adiantar de nada. As dietas ditas “milagrosas”, ou soluções fáceis como manipulados, fármacos e/ou substâncias proibidas, ou tratamentos e cirurgias estéticas e “milagrosas” não vão resolver e não resolvem o foco principal, que é a educação alimentar.

 

VEJA TAMBÉM: ESTÁ DE DIETA? ESTES SÃO OS ERROS QUE DESACELERAM O METABOLISMO

 

Estamos perante um problema de saúde pública à escala mundial: a obesidade. Esta patologia não é apenas um problema de uma gula exagerada, de um apetite voraz, de falta de vontade, de preguiça, etc; é algo mais complexo, e que envolve inúmeros fatores internos e externos ao nosso corpo, como: a genética, o metabolismo, a prática de atividade física, a constituição do organismo e, por fim, o facilitismo e a disponibilidade das superfícies comerciais e da indústria alimentar.

 

Há centenas de anos, a meio da tarde ou no início da noite quando surgia aquela “fome”, e não havia frigoríficos, nem despensas, nem pastelarias, nem fast-foods, nem sopas instantâneas, nem refeições pré-confecionadas, etc, As pessoas tinham de sair das suas cavernas e ir caçar, ou procurar uma árvore frutífera, apanhar as frutas caídas no chão ou então ter que subi-la para poder colher as melhores frutas.

 

Procurar os alimentos, caçar ou pescar, e prepará-los não faz parte da rotina do nosso quotidiano. Até porque as superfícies comerciais já têm de tudo o que precisamos, não é verdade? E praticamente vamos sempre de carro, e não a pé! Logo, fazemos menos atividade física. Mas os nossos genes têm ainda a informação dos nossos antepassados, ou seja, de acumular gordura como reserva energética devido aos tempos de fome, de escassez de alimentos, e de outras intempéries que surgiam e que faziam com que não houvesse alimentos para todos.

 

VEJA TAMBÉM: AJUDE O SEU CORPO: OS ALIMENTOS MAIS RICOS EM ANTIOXIDANTES

 

E como é que o nosso organismo faz reservas de energia?

Os alimentos são praticamente constituídos por macronutrientes: gorduras, hidratos de carbono e proteínas. As gorduras têm 9 calorias por grama, enquanto que os hidratos de carbono e as proteínas contêm 4 calorias por grama. Ou seja, tudo o que comemos é praticamente transformado em reservas energéticas (massa gorda) em questão de poucas horas após ser ingerido, se não for imediatamente utilizado ou queimado pela prática de atividade física.

 

Como já disse anteriormente, o nosso organismo é capaz de acumular energia sob a forma de gordura para as épocas em que exista escassez de alimentos. E desde o início da história do Homem, há dezenas de milhares de anos, que isso tem acontecido, mas atualmente a conservação e a disponibilidade alimentar é tanta e tão diversificada, com a existência dos frigoríficos, das superfícies comerciais, fast-foods, etc, que fez com que os nossos genes não tivessem tido capacidade para se adaptarem a esta nova realidade e de não promoverem as acumulações das reservas de gordura.

Artigo anterior

Primeira edição da Regata de Portugal promove ligação dos portugueses ao mar

Próximo artigo

Estas são as alergias alimentares mais comuns