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O foco na fraqueza: um paradigma atual mas ultrapassado

Quando os líderes se focam nas qualidades dos colaboradores, estes deixam de estar preocupados com aquilo que os outros pensam que deviam ser e tornam-se na melhor versão do que realmente são.

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Nos nossos dias, a competitividade e o sucesso de uma empresa estão fortemente relacionados com uma eficiente gestão de competências.  A sustentabilidade de uma empresa depende, em larga medida, da forma como se gere e potencia o desenvolvimento das competências dos colaboradores.

 

No entanto, é curioso como é que em pleno século XXI ainda se faça a gestão dos colaboradores com base nos seus pontos fracos, ou eufemisticamente nas suas áreas de melhoria.  Todas as pessoas, sem exceção, têm pontos fortes e fracos. A perfeição não faz parte da condição humana, sendo que, por natureza, somos seres imperfeitos em busca da excelência.

 

O desafio passa assim a ser aprender a tirar o máximo de proveito dos pontos fortes dos colaboradores, ter a noção clara e exata dos seus talentos e aquilo que os diferencia dos demais. Criar programas de desenvolvimento que lhes permitam potenciar as suas competências e torná-los ainda melhores naquilo que já são realmente bons.

 

Mas teremos noção dos pontos fortes dos nossos colaboradores?

Por natureza, toda a tarefa e atividade dos líderes centra-se na procura das áreas de melhoria. A avaliação de desempenho é disso um exemplo, analisamos durante um ano os colaboradores com vista a detetar as suas áreas de melhoria, aquilo que eles precisam para se tornar bons.  O foco passa a ser o desenvolvimento de programas formativos para tornar os colaboradores muito bons, naquela competência que por vezes nem medianos são. Valerá a pena este investimento? Chegarão algum dia estas pessoas a serem realmente boas naquela competência?  Vejamos se o ponto de partida é o mau, como algum dia se tornarão bons a ponto de fazerem diferença?

 

E se a perspetiva fosse diferente? Se o foco passasse a ser prestar atenção às competências que o colaborador é realmente bom, aos seus pontos fortes? Que impacto teria para a realidade organizacional?

 

Uma vantagem imediata parece ser a motivação. Todos nós fazemos com mais empenho, facilidade e gosto tarefas e atividades em que a experiência de sucesso é elevada. Investigação Gallup diz-nos que quem usa as suas qualidades diariamente tem seis vezes mais probabilidades de sentir satisfação com o seu trabalho e relata menos stress e ansiedade. Quando os líderes se focam nas qualidades dos colaboradores, os colaboradores deixam de estar preocupados com aquilo que os outros pensam que deviam ser e tornam-se na melhor versão do que realmente são.

 

Ligada à motivação está claramente a produtividade e a felicidade organizacional, o fim último para que todas as organizações caminham e poucas atingem. Teríamos assim pessoas mais felizes, mais comprometidas, mais motivadas e essencialmente mais produtivas. Quando empregamos as nossas qualidades, somos autênticos, aumentamos o foco, a produtividade, mas acima de tudo o nosso bem-estar.

 

Em suma, a aposta no desenvolvimento dos pontos fortes de cada indivíduo é a génese da compreensão organizacional, o facilitador para o sucesso e a alavanca para gerar e manter o engagement e a felicidade organizacional.

 

Pense nisso!

 

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