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O fenómeno Road Rage

Diariamente milhões de pessoas em todo o mundo passam horas dentro de um carro, rodeadas de ruído, poluição e acima de tudo muita impaciência.

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O querer chegar rápido, a “azelhice” dos condutores, bem como algumas características de personalidade leva a que determinados condutores ajam de forma intempestiva e violenta, praticando o que se designa “road rage”.

 

Mas de que se trata?

A condução agressiva ou “road rage” reflete um comportamento agressivo ao volante, seja de uma forma verbal ou física, manifestando-se, na maior parte das vezes, através de uma fúria momentânea, que se traduz em gritar, ameaçar e/ou insultar os outros condutores e que, levada ao extremo, poderá passar para agressões físicas e danos no veículo.

 

É exemplo também deste fenómeno a adoção de métodos de condução perigosa, dirigidos aos outros condutores, peões ou ciclistas, visando intimidar o outro, libertando assim a sua frustração. O resultado esse de nada tem positivo e pode desencadear danos materiais, agressões e colisões, que podem resultar em lesões graves, ou até mesmo a morte.

 

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Mas por que razões ocorre?

O psicólogo norte-americano Leon James avalia que a raiva dos motoristas não é resultado de desequilíbrio individual, mas – pelo contrário – tornou-se um hábito social. Diferentemente da condução perigosa, a agressividade ou raiva ao conduzir, conhecida por “road rage”, relaciona-se a situações especificas de raiva, cuja intenção é direcionada a outro motorista, veículo ou objeto.

 

Segundo o especialista, as pessoas tornam-se automática e potencialmente mais agressivas ao volante do automóvel, devido à incapacidade de resistir à provocação e ao desejo de retaliação. Neste sentido, as pessoas canalizam as suas frustrações para o trânsito, abordando os outros condutores como se fossem apenas automóveis e não como seres humanos, colocando-se em primeiro lugar e perdendo a capacidade de criar empatia com o outro. Assim, o condutor analisa a sua viagem considerando apenas os seus desejos e necessidades, não respeitando os interesses de cada um dos utentes que circulam e que se encontram igualmente a fazer a sua própria viagem.

 

Mas como gerir a agressividade ao volante?

Em vez de “perder a cabeça” com as filas trânsito, ou com condutores que cometem erros, tente ignorá-los e não permita que as ofensas afetem a sua vida, pois o envolvimento na espiral de fúria e agressividade podem impactar a sua saúde mental. Escolha as guerras que quer travar, e não me parece que esta seja uma importante. Mude o foco e valorize o que acrescenta, não o que diminui.

 

Por isso DEScomplique e aproveite para colocar audição do seu podcast em dia; fazer alguns exercícios de respiração que ajudam a libertar a energia/ar bloqueado e a oxigenar o sangue, aliviando assim a tensão; fazer, em segurança, as chamadas que diariamente quer fazer e não tem tempo; ao até mesmo divertir-se com os disparates dos outros.

E que tal jogar ao jogo “O Idiota na Estrada” e todos os dias atribuir uma medalha ao condutor que comete mais erros na estrada. Assim diverte-se a contabilizá-los e desfoca-se da raiva que lhe provocam. O que diz?

 

Por fim, tenha em mente que na maioria das vezes a verdadeira razão pela qual sente frustração relativamente às ações dos outros condutores recai no facto de estar com pressa, prevendo não conseguir chegar suficientemente rápido ao seu destino, devido ao trânsito. O que me diz de organizar a sua rota de outra forma usando as aplicações de trânsito, antecipando, tanto quanto possível, o tráfego?

 

Pense nisso e não deixe que nada, nem ninguém, lhe roube o sorriso!

 

 

 

 

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