Home»FOTOS»O Erotismo das Coisas: exposição em Berlim questiona o que torna as coisas eróticas

O Erotismo das Coisas: exposição em Berlim questiona o que torna as coisas eróticas

O que torna as coisas eróticas? É a representação explícita de corpos nus e práticas sexuais? Ou é a forma implicitamente sugestiva, a cor e a materialidade das próprias coisas? Algumas coisas são designadas para uso erótico desde o começo, outras só são erotizadas retrospetivamente. Este é o mote para a exposição ‘O erotismo das Coisas: Coleções sobre a História da Sexualidade’ que abre hoje em Berlim.

Pinterest Google+

Embora os nus tenham entrado em muitas salas de estar como réplicas de obras respeitáveis no cânone histórico-artístico, o erotismo tem sido frequentemente censurado e banido. A distinção entre erotismo, arte e conteúdo pornográfico sempre esteve em constante mudança e continua a influenciar a perceção das pessoas sobre as coisas com carga sexual. Esta é a dialética de ‘O erotismo das Coisas: Coleções sobre a História da Sexualidade’, exposição que abre hoje em Berlim, na Alemanha, e vai estar patente até 27 de agosto no Museu das Coisas (Museum der Dinge).

 

Esta exposição ilustra os diferentes tipos de relações eróticas que as pessoas podem ter com as coisas e trata a erotização das coisas como uma prática cultural que pode atuar implícita ou explicitamente, na imaginação ou na ação, sozinha ou entre duas ou mais pessoas, revela o museu em comunicado. (Veja algumas imagens na galeria acima).

 

A forma das coisas, sua semelhança com o corpo ou suas partes e as fantasias resultantes de tocá-las são fatores decisivos nos efeitos eróticos que as coisas têm, sejam elas naturais ou artificiais. Deliberadamente ou não, o design de objetos do quotidiano recorre regularmente a marcadores de género. O desejo tátil por certos materiais – entre eles couro, seda, pele, laca, látex, náilon e metal – parece ser uma força particularmente atraente. O que torna esses materiais tão desejáveis?

 

VEJA TAMBÉM: GASTRONOMIA E EROTISMO GANHAM ESPAÇO INOVADOR EM LISBOA

 

A exposição mostra aas coleções dos sexologistas Magnus Hirschfeld (1868-1935) e Alfred C. Kinsey (1894-1956) e da colecionadora de arte Naomi Wilzig (1934–2015). Os três colecionadores consideravam as coisas eróticas como documentos de uma história sexual humana universal. Além dos estudos de caso, entrevistas e observações estatísticas realizadas por Hirschfeld e Kinsey, colecionar e classificar objetos eróticos constituíram a base do seu trabalho científico sobre sexualidade.

 

Esta é uma exposição conjunta do Centro de Pesquisa para a História Cultural da Sexualidade na Universidade Humboldt, em Berlim, e no Werkbundarchiv – Museum der Dinge em homenagem ao 150º aniversário de Magnus Hirschfeld em cooperação com o Instituto Kinsey e o Museu Mundial de Arte Erótica. Veja algumas imagens da exposição na galeria acima.

 

 

Artigo anterior

Dos ABBA a Salvador Sobral: história do Festival da Canção contada em Livro

Próximo artigo

Já pode votar nos melhores cuidados de beleza masculinos em Portugal