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O drama de viver com doença pulmonar obstrutiva crónica

Nos últimos anos, Portugal tem visto aumentar as doenças respiratórias crónicas devido ao aumento da esperança média de vida e aos efeitos do tabagismo a nível respiratório. No Dia Mundial Sem Tabaco, assinalado a 31 de maio, saiba como esta doença afeta a vida e conheça um caso real.

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As doenças respiratórias crónicas são uma realidade para cerca de 40% da população portuguesa, sendo a mais comum a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).  Apesar de não se ouvir falar muito desta doença, estima-se que haja mais de 600 mil doentes em Portugal, mas apenas cerca de 150 mil doentes sabe que tem a doença e faz algum tipo de terapia dirigida à mesma.

 

Saiba que esta doença afeta 14,2% dos portugueses com mais de 40 anos, sendo os hábitos tabágicos responsáveis por 90% dos casos desta doença. Os ex-fumadores e qualquer pessoa exposta ao fumo do tabaco (fumadores passivos) são também potenciais doentes. A exposição continuada a ambientes prejudiciais aliada a alguma predisposição genética constitucional podem levar ao surgimento da doença. Está cansado de tanta estatística?

 

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Luís Gottschalk tem 68 anos e é um professor aposentado. Foi diagnosticado com DPOC aos 45 anos, desconfia que os sintomas surgiram por volta dos 40, mas na altura não sabia do que se tratava. Um dia, depois de um dia de esforço físico intenso em que o corpo acusava gripe, Luís sentiu dificuldade em respirar. «A minha irmã decidiu chamar um médico que, sem ter feito um diagnóstico definitivo, mencionou a hipótese de enfisema e aconselhou uma consulta de especialidade», conta Luís.

 

Em consequência marcou consulta num pneumologista onde foi confirmado o diagnóstico de enfisema e bronquite crónica. «A partir daí, por indicação do médico, passei a recorrer diariamente a diversos broncodilatadores e, nas crises agudas de dispneia, à cortisona. Nestas crises agudas, que se foram tornando cada vez mais frequentes, repetia-se a sensação de sufoco acompanhada de pânico, sempre crescente», explica.

 

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No entanto, na década que se seguiu, a doença progrediu e agravou-se. Entretanto, Luís que já era um assíduo fumador antes do diagnóstico continuava a fumar 2 a 4 maços por dia. Admite à Mood que tentou reduzir a dose, mas sem sucesso. «Convencia-me de que as causas das crises eram outras (constipações, cansaço) e não o fumo», justifica. «No final deste período, não conseguia andar 50 metros, subir um lanço de escadas, esfregar o corpo ou o cabelo com uma toalha e tinha horror a espaços apertados».

 

Segundo António Carvalheira Santos, chefe de Serviço de Pneumologia do Hospital Pulido Valente, a DPOC é uma doença com dois componentes de desigual envolvimento: a bronquite crónica, com inflamação brônquica e consequente obstrução que leva à dificuldade expiratória, e o enfisema, com destruição alveolar e a consequente diminuição da capacidade de passagem do oxigénio para o sangue, bem como da eliminação do dióxido de carbono resultante do trabalho celular.

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