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O Dia Sem Valentim

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Apesar do São Valentim dar nome ao dia dos namorados, nem sempre os namoros são “abençoados” por um companheiro caído do céu. O dia é motivo de felicidade para muitos casais, mas também pode ser uma tortura para quem está solteiro. Além de se estar sem alguém, a publicidade é tão massiva que não dá descanso aos corações mais desventurados!

 

Tudo isto poderia servir como um facto sem contra-argumentos para demostrar que não há motivos para celebrar a “solteirice”, mas de facto há!

 

Desde logo, mais vale só que mal-acompanhado! Parece óbvio, mas há muitos casais que se formam porque ambos se cansaram de estar sem ninguém e escolhem o parceiro por conve-niência e não por amor, uma espécie de “todos têm alguém menos eu, por isso vai o mal me-nor”. É a decisão ideal para que possa passar por um silêncio constrangedor quando a outra pessoa lhe perguntar “Por que gostas de mim?”! Escolher alguém que se ama é uma respon-sabilidade, deixar-se escolher é uma atitude que provavelmente resultará em muita frustra-ção e a longo prazo a tendência será querer mudar a outra pessoa e tornar a relação conflituosa.

 

Quanto mais a idade avança em direção aos “30”, mais explícita se torna a pressão social do “já era tempo de teres alguém…”, ou “a partir dos 40 já não podes ter filhos…”. Aquelas coi-sas “motivacionais” bem conseguidas que os amigos e a família dizem, como se houvesse um manual de relações que tem uma página dedicada aos tempos de ação.

 

Se alguém não cumpre o protocolo amoroso dos anos 70, não é necessariamente questão de defeito. Atualmente, as mulheres não são obrigadas a sujeitar-se ao primeiro homem que as conquista e os homens já não têm que provar ser capazes de sustentar uma casa aos 18 anos, portanto, é natural que as relações amorosas longas e estáveis demorem mais tempo a surgir.

 

Aprender a estar numa relação romântica implica tolerância e respeito pelas diferenças, mas também implica que se saiba o que se quer dessa relação. Esta consciência exige experiência e, provavelmente, passar por mais do que uma relação, estar solteiro várias vezes, até que se consiga ter uma autoconsciência suficiente para saber escolher alguém que verdadeiramente se admire e se queira enquanto cônjuge.

 

Todos merecem o seu mais-que-tudo, mas que seja alguém escolhido com coração e não por frustração, portanto estar solteiro é um direito e uma opção! Feliz dia dos solteiros, e dos namorados também!

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