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O desafio e os benefícios de ‘é o que é!’

Até aos meus 28 anos, aprendi que a vida devia ser de certa forma. Ou mais, ou menos, ou melhor, ou outra coisa diferente. Muitas vezes, tudo menos aquilo que a vida (já) estava a ser. Tudo menos aquilo que estava a acontecer. Mas então como ficam as emoções e a relação interior com o que já está a acontecer?

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A vida acontece. É óbvio, certo? A nuvem vem e vai. A chuva começa e para, alimentando a terra e gerando mais vida. Uma árvore cai, enquanto outra nasce. Um bébé chora, ri, palreia, pede comida. Alguém chega ao fim da sua presença neste tempo, neste planeta, e segue (para quem acredita) para outra dimensão. Uma empresa prospera, outra encerra. Um pai perde a paciência, uma irmã apoia, uma mãe rejuvenesce. Um amigo casa-se, outra amiga divorcia-se. Um colega fica esgotado no trabalho, um líder pede ajuda para se desenvolver. Por aí vai. Com certeza, terás mais exemplos de como é o que é, acontece o que acontece, está como está.

 

Então, qualquer que seja a (tua) realidade, a vida está a acontecer como está a acontecer. Reconhecer isto é diferente de acreditar que vai ser sempre assim (como está a acontecer agora). Reconhecer, e aceitar, que está como está, aconteceu como aconteceu, que… é o que é, é um dos grandes desafios e um dos maiores benefícios do que aprendi na minha vida!

 

Poupa-me desgaste, stress e energia. Ao mesmo tempo, traz-me mais escolhas, paz, clareza e foco para onde aplicar as minhas competências, forças e energia. É também por isso que adoro facilitar transformação e ajudar pessoas a integrarem esta aprendizagem nas suas vidas através da GreenLight Transformation Walk! 😊

 

Viver a vida, escolhendo e agindo de formas possibilitadoras, de acordo com a perspetiva (e crença) de que “é o que é”, para mim, significa também reconhecer e aceitar o que chamo de “Regras do jogo” e de “consequências naturais” de qualquer ação ou situação.

 

Uma pessoa, que participou num programa que facilitei, comentou com o grupo que (naquela experiência transformativa) não queria acordar mais cedo do que acordava normalmente para trabalhar. Ok, legítimo, tudo bem. Até porque estávamos a expressar opiniões e vontades/intenções para alinharmos a hora de começo do dia seguinte. Ora, ao mesmo tempo, essa mesma pessoa queria evitar caminhar com calor acima de 30ºC. Com os quilómetros que tínhamos pela frente, de acordo com o ritmo de caminhada que estávamos a ter naqueles dias, seria muito provável isso acontecer se começássemos a caminhar, p.ex., depois das 9h da manhã.

 

Caminhar vinte quilómetros a uma média de 5km por hora, adicionando pausas para água, café e descanso, pode levar umas 5 horas. Se começarmos às 9h00 quer dizer que provavelmente chegaríamos ao destino pelas 14h00. Em pleno verão, naquela região em que estávamos, naquele dia especificamente, isso significava caminhar com temperatura acima de 30ºC depois das 12h00-12h30. É o que é.

 

Obviamente existem várias possibilidades. Caminhar a 8km/hora permitiria chegar em 3h30 (com pausas), pelas 12h30; e pediria outra energia, disposição e capacidade física-mental-emocional. É o que é.

 

Começar a caminhar às 6h30 da manhã, fazendo 5km/hora, abria espaço à possibilidade de se chegar pelas 11h30. Evitando assim o maior calor depois do meio dia. É o que é.

 

Ir de transporte naquele dia, em vez de caminhar, permite a hipótese de evitar acordar à hora que fosse combinado começar a caminhar, evitar o calor, evitar o desgaste e, também, evitar a experiência e oportunidade de aprender e crescer com isso. É o que é.

 

Deixar de caminhar e voltar a casa traz uma outra experiência, resultado e impacto na vida da pessoa. Incluindo perder a oportunidade, aprendizagem e transformação que a ajudaria daqui em diante. É o que é.

 

Fica claro? As coisas são o que são. A vida é o que é. Acontece como acontece. Está como está. E podes reagir, escolher, fazer como tu quiseres. Dentro das “regras do jogo”. Reconhecendo e aceitando as consequências naturais. Escolhendo e agindo, em resposta ao que acontece, de acordo com a tua intenção, as regras do jogo e as consequências naturais que preferes (dentro das possíveis).

 

No teu caso, qual seria o teu desafio com “é o que é”? E o que ganharias ao integrar mais esta perspetiva, atitude, nos teus dias?

 

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