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O consumidor está a mudar: conheça as tendências de comportamento até 2030

São sete os fatores principais que vão orientar as decisões de gastos dos consumidores na próxima década. A consultora Mintel prevê, à luz das grandes alterações que se estão a registar a nível global, um consumidor cada vez mais consciente e exigente. A 15 de março, assinala-se o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor.

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O comportamento do consumidor está a mudar e com ele muda também o mercado, arrastado pelos seus novos interesses. E são sete as grandes tendências de comportamento dos consumidores que a consultora Mintel prevê que se instalem e cimentem até 2030.

 

A nova abordagem é arrojada nas suas previsões sobre o futuro dos mercados globais, incorporando os fatores principais que orientam as decisões de gastos do consumidor. Simon Moriarty, diretor da Mintel Trends, EMEA, explora os sete fatores apurados e como eles impactarão nos mercados, marcas e consumidores na próxima década. Conheça-os de seguida ou veja um resumo na galeria acima.

 

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Integração no meio

O aumento da população global e a crise climática estão a forçar as pessoas a reduzir o seu consumo, desperdício e uso de energia. Elas estão a aprender a compartilhar espaço limitado com mais eficiência e a trabalhar de forma mais colaborativa. As tecnologias de telecomunicações permitirão condições de trabalho flexíveis, à medida que os consumidores se tornarão cada vez mais nómades digitais.

 

Nos próximos 10 anos, as tensões sociais aumentarão à medida que a competição por recursos aumentar. Isso poderá resultar numa maior estratificação da sociedade e falha a responder à necessidade de uso mais eficiente dos recursos e melhor planeamento urbano. Haverá maior pressão sobre as cidades para continuarem a expandir-se, invadindo áreas selvagens e áreas rurais restantes, exacerbando o custo de produção de alimentos – tornando os produtos básicos ainda mais caros para a maioria das pessoas.

 

Tecnologia móvel

A tecnologia móvel continua a diluir as linhas entre tempo, viagem e deslocação para o trabalho, ensino ou lazer. Elementos de realidade virtual e aumentada (VR / AR) revolucionarão indústrias como a do turismo e do entretenimento, enquanto os e-sports virtuais rivalizarão em popularidade com os desportos físicos.

 

Curiosamente, na próxima década, os consumidores vão opor-se a sistemas de pagamentos sem dinheiro e a lojas totalmente automáticas, exigindo mais privacidade e buscando uma interação mais “humana”. Também veremos tecnologias desenvolvidas para mitigar os efeitos da migração e alterações climáticas, como resposta aos desafios mais amplos da desigualdade económica e ao envelhecimento da sociedade.

 

Bem-estar alargado

O bem-estar não é mais simplesmente querer cuidar de si em termos gerais, nem fazer uma mudança total no estilo de vida. Em vez disso, uma abordagem holística está a tornar-se num motivador essencial do comportamento do consumidor, sustentado por conveniência, transparência e valor.

 

Nos próximos 10 anos, haverá oportunidades para as marcas se tornarem parceiras de bem-estar com os clientes. Embora a abordagem de mercado de massa e ‘tamanho único’ ainda tenha valor, veremos uma adoção adicional de soluções sob medida. Ar e água limpos tornar-se-ão ativos de venda, enquanto o movimento consciente e o exercício consciente se tornarão tão importantes quanto a aptidão física.

 

Luta pelos seus direitos

Os consumidores sentem-se cada vez mais capacitados para enfrentar empresas, marcas e pessoas com as quais discordem, transferindo muita influência para as mãos do consumidor coletivo. O ativismo juvenil assumirá a liderança na consciencialização pública das causas e pressionará os líderes legislativos a desenvolverem ideias para fazerem mudanças reais.

 

Enquanto isso, uma abordagem mais centrada no ser humano está a surgir, capacitando as pessoas para controlar como os seus dados pessoais são recolhidos e compartilhados. Os consumidores estão a começar a perceber o verdadeiro valor desses dados e vão exigir mais por eles. No futuro, a tecnologia blockchain mudará a propriedade dos dados, capacitando os consumidores a terem o controlo de volta nas suas mãos, determinando quem tem acesso às suas informações online.

 

Redefinição da identidade

Os consumidores estão a afastar-se das rígidas definições de raça, género e sexualidade, estando a surgir um movimento em direção a identidades mais fluidas e auto-selecionadas. Mas à medida que o movimento cresce, sentimentos crescentes de solidão e isolamento fazem as pessoas sentirem que estão, de facto, a perder a sua identidade.

 

Embora as pessoas estejam conectadas hoje mais do que nunca, os sentimentos de solidão e isolamento estão a aumentar e atingirão proporções epidémicas até 2030. Espere ver empresas, marcas, organizações sociais e governos a criarem soluções baseadas em tecnologia para ajudar a combater isso. E, à medida que as identidades mudam, o mesmo acontece com a socialização. No futuro, as pessoas viverão cada vez mais com membros de sua ‘tribo’ – ditada pelas suas mentalidades e hobbies e não pela sua família.

 

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O valor das coisas

A era atual é de consumo excessivo e insustentável. A cultura de ‘swipe up’ das redes sociais perpetuou a busca por mais e melhor. No entanto, com a mudança climática como uma das questões definidoras da sociedade moderna, os consumidores estão a analisar melhor os seus próprios hábitos de consumo.

 

Enquanto os consumidores procuram uma abordagem mais consciente dos seus gastos, eles também desejam algo autêntico e exclusivo. Espere ver um movimento para um consumismo mais lento e mínimo, que enfatize a durabilidade e a funcionalidade. A rápida urbanização reduzirá o espaço disponível em casa, no escritório e em ambientes compartilhados, exigindo que os consumidores comprem menos “coisas”.

 

A busca de experiências

Embora a procura por estímulos não seja nova, o papel que desempenha na tomada de decisões do consumidor está a evoluir. O “experimental” não deve mais ser diminuído como mera ferramenta de marketing ou moda; em vez disso, os consumidores estão a experimentar fortes conexões emocionais com marcas que estão a criar pontos de diferenciação.

 

A tecnologia está a gerar experiências, mas a conectividade constante também está a fazer com que a procura por interações offline se torne mais extrema e forçadora de limites. No futuro, as experiências coletivas ganharão cada vez mais popularidade. As pessoas vão começar a redefinir as experiências que desejam como indivíduos. Isso incluirá a experiência de não fazer nada, pois as pessoas tomam decisões mais conscientes sobre o que fazer com o seu tempo.

 

 

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