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O ciclo do arroz: do cultivo ao prato

O arroz é a terceira maior cultura cerealífera do mundo, apenas ultrapassado pelo trigo e pelo milho. Em Portugal, produz-se nas bacias dos rios Mondego, Tejo e Sado, sendo o arroz carolino o que mais é cultivado. Descubra todo o processo.

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Arroz carolino, agulha, vaporizado, integral… são vários os tipos de arroz que existem e cada um tem a sua vocação para determinados pratos. Em Portugal, o carolino é o mais produzido e aquele que melhores resultados apresenta em pratos caldosos típicos portugueses, como o arroz de marisco, arroz de polvo, arroz de cogumelos, arroz doce, e o que também é usado em risottos.

 

Já o arroz agulha, também muito consumido em Portugal, de grão longo e sabor neutro, é mais indicado para servir branco, como acompanhamento de carne ou peixe. Menos consumido, mas mais rico nutricionalmente, o arroz integral conserva a película protetora e encerra em sim fibras, vitaminas e minerais. Porém, é de mais difícil confeção e como tal também menos utilizado. Pelo contrário, se procura um arroz de fácil confeção, o vaporizado ou o basmat costumam ser os preferidos.

 

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Estes são apenas alguns exemplos de maior expressão em Portugal. Na realidade, o arroz é o centro de inúmeros pratos internacionais. Quem não conhece os risotos italianos, as paellas espanholas, o arroz nas diversas aplicações aromáticas da culinária indiana, o famoso xau-xau chinês e a curiosa massa feita de farinha de arroz, ou ainda o arroz específico para sushi?  Por esse mundo fora, há uma grande oferta a explorar e não é por acaso que se diz que alimenta metade da humanidade.

 

Mas voltemos ao nosso país. O arroz tem tal expressão na alimentação que, em Portugal, tem até direito a um festival anual, que se realzia normalmente em maio no município de Benavente, em Samora Correia. Aqui são explanadas as múltiplas formas de confecionar arroz, seja em pratos doces, mais cremosos, simples, etc..

 

Mas, afinal, como se produz arroz? Na água nasce e à água volta, assim se diz. Como é produzido dentro de água, é cultivado em bacias de rios. Em Portugal, produz-se nas bacias dos rios Mondego, Tejo e Sado. Semeia-se tradicionalmente nos meses de abril e maio e colhe-se a partir de setembro, explicam-nos na Orivárzea, a empresa que junta os maiores orizicultores da lezíria ribatejana, onde é produzido o arroz carolino das Lezírias Ribatejanas, o primeiro arroz com Indicação Geográfica Protegida (IGP) de Portugal.

 

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Os campos são primeiro alagados e depois semeados. Não é de estranhar ver pequenas avionetas a sobrevoar estas campos e a deitar as sementes na altura da sementeira. Depois, nestes cerca de quatro meses de cultivo, os campos alagados vão reduzindo gradualmente a água para, na hora da colheita, serem ceifados. A partir daí, o arroz vai para a fábrica onde é secado e armazenado em silos a uma temperatura controlada de cerca de 18 graus.

 

Depois, passa por vários processos atualmente totalmente mecanizados em diferentes unidades dentro da fábrica. Primeiro, o arroz tem de ser descascado, soltando-se o bago da casca. De seguida, segue para o processo de branqueamento, onde é retirada a película protetora e eliminada a trinca, o arroz que se partiu no processo. Porém, no caso do arroz integral, esta película protetora não é retirada. Por fim, o arroz é polido, para que todos os grãos sejam semelhantes e uniformes.

 

Finalizado o processo, é embalado para chegar às mesas dos consumidores. Curioso? Veja na galeria acima algumas imagens do processo produtivo. Mostramos também algumas imagens de pratos de arroz em Portugal e no mundo.

 

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