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O ano de 2017 vai consolidar a democracia da moda e da beleza

Se em 2016 o enquadramento da moda e da beleza começou a mudar, em 2017, decididamente irá consolidar um caminho mais aberto, democrático, livre e sustentável.

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Ainda mal o ano começou e já demos conta da quebra de novas barreiras: a transexual Valentina Sampaio tornou-se na primeira modelo transexual na capa da ‘Vogue’ francesa; Justine Clark é a primeira mulher a competir no concurso Miss Mundo Austrália numa cadeira de rodas; Christie Brinkley, aos 63 anos, é a modelo mais velha a aparecer na capa da edição de fatos de banho da revista americana ‘Sports Illustrated’.

 

Tudo marcos que alargam o espectro da moda e da beleza, como ele deve ser feito, a refletir as várias matizes existentes na sociedade.

 

E se vemos, infelizmente, o mundo a regredir em muitos aspetos da evolução social, aqui não podemos dizer isso. Estamos a caminhar para uma abertura cada vez maior, e a sociedade gosta disto. A integração está a chegar ao mundo glamouroso da moda e da beleza.

 

Outro aspeto que está também a assentar raízes é a consciencialização da moda sustentável. Vários movimentos e atores começam a fazer-se ouvir um pouco por todo o mundo. Recordo aqui que a ‘Ethical Fashion Show’, que decorreu janeiro em Berlim, na Alemanha, bateu este ano recordes de participação naquela que é a única plataforma na Europa dedicada exclusivamente à moda ética e sustentável.

 

Agora, por alturas da ModaLisboa, um Mercado Swap chega a Lisboa para permitir que o público troque peças de roupa que já não usa, renovando o seu guarda-roupa sem custos e promovendo assim uma economia mais sustentável.

 

São movimentos destes que ajudam a criar buzz e consciência social de que os recursos não são infinitos e que alimentar a nossa sede de fast fashion tem de ter algumas linhas de orientação que protejam o planeta.

 

As celebridades, como ídolos que são para a maioria das pessoas, são porta-vozes perfeitos para fazer passar a mensagem. Emma Watson, por exemplo, assume-se não só como uma lutadora pela igualdade de género, mas também amiga do ambiente. No seu guarda-roupa, Watson prefere ter pendurado nos cabides roupas com o menor impacto ambiental possível e longe de qualquer crueldade animal. A atriz criou uma conta de Instagram dedicada a documentar as suas escolhas de vestuário na tour de promoção do lançamento do seu novo filme, ‘A Bela e o Monstro’, mas apenas com moda sustentável.

 

São apenas alguns exemplos, mais virão com certeza este ano para dar seguimento a esta nova e boa tendência.

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