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Num mundo dominado pela tecnologia é mais difícil manter uma relação?

Os desafios com que os casais hoje se deparam são diferentes daqueles que vivenciavam em épocas anteriores, onde muitas vezes as relações se mantinham por questões de obrigação. Nos dias de hoje, apesar da tarefa de manter uma relação estar dificultada não só pela falta de tempo como também pela substituição da comunicação presencial pelas redes sociais, ainda é possível construir uma bonita e saudável história de amor. Falámos com um jovem casal que mantém uma relação há seis anos e com a psicóloga Catarina Lucas, que nos explica quais as formas mais indicadas para lidar com os desafios do dia-a-dia.

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Outros dos grandes desafios com que se deparam os casais atualmente são a falta de tolerância e de compromisso. A psicóloga reconhece que «parece existir alguma relutância ao comprometimento. As pessoas até vão viver juntas, mas com baixo nível de comprometimento, partindo do princípio de que pode não resultar e que, nesse caso, é fácil sair. Conciliar a necessidade de compromisso para que as relações resultem com a não obrigatoriedade de permanecer em relações infelizes está a tornar-se um desafio sério».

 

E quando surgem os filhos? «Os filhos trazem também grandes problemas. O exercício da parentalidade alterou-se significativamente ao longo dos últimos anos. Pais e mães são chamados a desempenhar os mesmos papéis, o que é uma realidade relativamente recente na nossa sociedade. Quando as responsabilidades são partilhadas, o conflito aumenta, já que ambos têm de estar de acordo. Por outro lado, a discussão em torno da decisão de ter ou não filhos também tem aumentado. Ter filhos começa a deixar de ser visto como uma obrigatoriedade, mas, muitas vezes, o casal não está em sintonia neste campo», acrescenta Catarina Lucas.

 

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A sexualidade é também vista como um dos maiores desafios da atualidade: «As mulheres reclamam o direito ao prazer, o que eleva nos homens o medo de não corresponder a essa “exigência”. As mulheres sentem que devem corresponder também a uma exigência, embora nem sempre o consigam, sentindo-se culpadas. Ao exigirmos relações felizes, exigimos uma sexualidade também feliz, embora neste campo seja, ainda, necessário algum trabalho de compreensão da dinâmica de funcionamento dos casais e da sexualidade», acrescenta a psicóloga.

 

No entanto, apesar da lista de testes a ultrapassar parecer infinita, existem formas indicadas que nos ajudam a lidar com as situações menos felizes. «O diálogo, a compreensão e empatia continuam a estar no topo das estratégias para lidar com tudo isto. É preciso parar mais vezes para nos colocarmos no lugar do outro. E colocar no lugar do outro não é olhar com os nossos olhos, é colocarmo-nos no lugar do outro e vermos com os olhos dele, ou pelo menos, tentarmos. Todos temos contextos diferentes, os quais nos influenciam de maneiras distintas».

 

Além disso, «é preciso também aumentar o conhecimento sobre o casal e os seus desafios. É preciso refletir, de modo a encontrar soluções, compreendendo que não há relações perfeitas, que com o tempo é preciso redescobrir e reposicionar o amor, pois o amor não é imutável ao longo dos anos, ele transforma-se e por isso o casal tem de aprender a amar de diferentes formas ao longo do tempo. A forma como nos relacionamos com o outro nos primeiros anos tem de ser diferente da forma como nos relacionamos passados 10 anos. É preciso entender isso para que se criem ajustamentos. Quando isto não é possível, recorrer a uma consulta de terapia de casal poderá trazer grandes benefícios», diz Catarina.

 

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Ana Pinto e Fábio Henriques consideram que não existe uma receita mágica nem um livro de instruções que levem a uma relação perfeita, no entanto acreditam que o truque está numa relação honesta e respeitadora, pois «um amor só será um amor bom se soubermos respeitar o outro e ser respeitados».

 

Apesar de não haver receita, há ingredientes que ajudam a que o resultado seja proveitoso. É importante que os casais não deixem de sonhar, de imaginar e de projetar a sua relação no futuro. Estas competências têm vindo a perder-se, mas são elas que constroem uma relação estável. Veja tudo na galeria no início do artigo.

 

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