Home»BEM-ESTAR»SAÚDE»Novos tratamentos contra a SIDA prolongam esperança média de vida em mais 10 anos

Novos tratamentos contra a SIDA prolongam esperança média de vida em mais 10 anos

Os últimos tratamentos para o VIH têm permitido o prolongamento da esperança média de vida até uma década mais. Agora, pode chegar até aos 73 anos nos homens e 76 anos nas mulheres. Saiba mais neste Dia Mundial de Luta Contra a SIDA.

Pinterest Google+

Um estudo realizado por investigadores da Universidade de Bristol, Reino Unido, no jornal ‘The Lancet’ revelou que os jovens de 20 anos, da Europa e EUA, que iniciaram a terapia antirretroviral contra o vírus da imunodeficiência humana (VIH) em 2010 podem viver até mais 10 anos do que aqueles que foram submetidos a um tratamento semelhante em 1996.

 

Segundo os investigadores, estas melhorias devem-se aos reduzidos efeitos colaterais e à medicação menos tóxica. «A terapia antirretroviral tem sido utilizada para tratar o VIH há 20 anos, mas os novos medicamentos têm menos efeitos colaterais e podem prolongar a vida das pessoas diagnosticadas com a doença», enfatiza Adam Trickey, da Universidade de Bristol, num comunicado, de acordo com a ‘CNN’. Esta terapia renovada implica a toma de menos comprimidos e coloca maior dificuldade ao vírus de se tornar resistente à medicação.

 

Veja também: Quer um cérebro mais jovem? Coma mais beterraba

 

A terapia antirretroviral envolve uma combinação de três ou mais fármacos que impedem o VIH de se replicar numa tentativa de prevenir danos ao sistema imunitário do corpo. O tratamento também previne a propagação da doença, até 96%, uma vez que diminui significativamente os níveis de vírus dentro do corpo.

 

O grupo de investigadores da universidade britânica espera que estas descobertas ajudem a reduzir o estigma associado à SIDA, para que os infetados possam continuar a trabalhar e ter os mesmos acessos, em termos de saúde, que o resto da população. Além disso, os resultados devem incentivar as pessoas a iniciar o tratamento o mais rápido possível, que é também uma das recomendações da Organização Mundial de Saúde.

 

Veja também: Riscos da terapêutica hormonal de substituição

 

Para o estudo foram analisados dados de mais de 88.500 pessoas com VIH recolhidos em 18 estudos europeus e norte-americanos. Concluiu-se, então, que morreram menos pessoas, que começaram o tratamento entre 2008 e 2010, durante os seus primeiros três anos de tratamento do que aqueles que iniciaram o tratamento entre 1996 e 2007.

 

Entre 1996 e 2013, a expectativa de vida das pessoas com 20 anos de idade que iniciaram o tratamento aumentou 10 anos para as mulheres e nove anos para os homens. O estudo projetou ainda que os homens de 20 anos que iniciaram a terapia entre 2008 e 2010 que sobreviveram ao primeiro ano de tratamento podem viver até aos 73 e as mulheres até aos 76 anos.

Artigo anterior

Não se deixe contagiar pelo stress natalício

Próximo artigo

Dicas de beleza intemporais