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Novos habitantes na cama dos pais: as crianças

Tem pequenos habitantes noturnos na sua cama? A meio da noite sente que a sua cama ficou mais pequena e não cabe lá? Siga estas sete dicas para a sua cama ser só sua.

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Não se preocupe, não engordou. Provavelmente a criança acordou e apropriou-se de um espacinho na cama para dormir com os seus pais. Um comportamento natural, mas que podemos minimizar. Com a nova realidade, escolas fechadas, ausência de contatos com os amigos, novas rotinas, a criança pode sentir-se mais ansiosa e este comportamento re(aparecer).

 

Confira sete dias para a sua cama continuar a ser sua

Promova a expressão de sentimentos – O medo do escuro e a ausência dos adultos, que são a sua fonte de proteção, leva a que a criança não queira dormir sozinha. Os monstros e personagens verdadeiramente assustadores, os ruídos e sons estranhos ganham vida no quarto da criança. Surgem os pesadelos e consequentemente o desejo de “atacar” a cama dos pais. Falando abertamente sobre o que a preocupa e o que sente, origina que em conjunto desmistifiquem os medos e tornem a realidade menos assustadora.

 

Minimize a culpa – As nossas rotinas são muito exigentes. Adaptarmo-nos à nova realidade, conciliar teletrabalho com a tarefa de ser pai e professor é algo verdadeiramente complexo. O resultado, a ativação da culpa motivado pela ausência de atenção dada à criança. A estratégia de resolução, ceder e deixar a criança ocupar a sua cama. Alivia a culpa, mas não promove a autonomia, pense nisso! Valide sempre quem é que quer dormir com quem: a criança com os pais, ou os pais com a criança.

 

Crie rotinas – As rotinas antes de dormir ajudam a criança a antecipar o que acontecerá antes que ocorra a separação ao ir para a sua cama. Vestir o pijama, escovar os dentes, contar uma história, o “abracinho final”, são verdadeiros “escudos protetores” da sua cama. Estas rotinas securizam a criança, permitem-lhe perceber que se aproxima o momento de dormir e consequentemente diferenciar os momentos em família e o momento de dormir.

 

Não ceda – O cansaço, “a birra da criança” são verdadeiras “armas” de ataque à sua cama. A tendência para ceder é enorme. Surge o pensamento “é só desta vez”. Mas, desengane-se, não será, será esta, mais a próxima e a outra. Tenha em mente que precisa de ser firme, coerente e consistente.

 

Seja paciente – uma alteração de rotina demora tempo. O segredo reforçar as pequenas conquistas e não perder o foco: a criança dormir sozinha. Ao longo do processo, perante o sofrimento da criança, pode ter dúvidas se está a fazer o certo, não tenha, está.  Não receie pelo tempo que demora, estamos perante uma alteração de comportamento complexa, logo requer treino e uma dose extra de paciência. Recorde que comportamento gera comportamento, pais irritados, irritam os seus filhos. Com serenidade tente perceber o que a criança está a sentir e aja em conformidade. Gradualmente vá adaptando o seu comportamento.

 

Promova a autonomia e a independência da criança – Durante o dia responsabilize a criança com pequenas tarefas adequadas à sua faixa etária. Promova a sua independência criando momentos em que a criança está sozinha e não depende da atenção dos adultos. Permita-lhe estar com a melhor companhia, ela própria.

 

Acredite – não tenha dúvidas que a criança é capaz de dormir sozinha. As suas dúvidas serão as dela. Acreditar que é possível é o primeiro passo para a mudança. Confie na capacidade da criança de ultrapassar este desafio.  Permita-lhe crescer e ser uma criança segura e autónoma.

 

Pronto para manter a sua cama apenas sua?

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