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Novo teste sanguíneo consegue revelar expectativa de vida das pessoas

Investigadores dos EUA analisaram marcadores biológicos de mais de onze mil pessoas durante doze anos. A idade fisiológica determinada pelo teste – e não a cronológica - alcançou quase 90% de precisão no que respeita a doenças relacionadas com o envelhecimento.

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Cientistas da Universidade de Yale, EUA, desenvolveram um exame sanguíneo que consegue determinar a expectativa de vida de uma pessoa com base na idade fisiológica do seu corpo. Isto é, conseguem avaliar a idade pelo funcionamento do organismo em vez de pela idade cronológica.

 

Os pesquisadores analisaram nove marcadores biológicos no sangue que dão dados sobre o funcionamento normal ou patológico do organismo. Esses marcadores podem incluir, por exemplo, o funcionamento de órgãos, genes e proteínas.

 

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Segundo divulga a BBC, para criar o teste, foram observados 42 aspetos de uma amostra de sangue, entre as quais número de células brancas, nível de glicose e de albumina. A metodologia foi aplicada em 11.432 pessoas, que foram acompanhadas durante 12 anos e meio. Durante esse período, 871 morreram. Assim, com base nestes exames ao sangue e no acompanhamento das pessoas para verificar quando desenvolveram doenças e morreram, foi possível calcular a expectativa de vida e a taxa de mortalidade para cada grupo de idade fisiológica.

 

A professora de Patologia da Universidade de Yale, Morgan Levine, coautora do estudo, disse à BBC News Brasil que os resultados obtidos foram mais precisos que o de outros testes desenvolvidos até agora e que levam em conta idade cronológica ou apenas um marcador biológico. «A idade fisiológica alcançou quase 90% de precisão ao estimar se uma pessoa viveria mais 10 anos ou não. Mas é importante destacar que esse cálculo se relaciona apenas a causas de morte relacionadas com o envelhecimento (surgimento de doenças crónicas, como diabetes e cardiopatias, por exemplo). Obviamente, não consideramos mortes acidentais, suicídio e homicídios», afirmou à publicação.

 

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A pesquisa conclui também que o acréscimo de um ano na idade fisiológica, em relação à idade cronológica, aumenta a mortalidade em cerca de 9%, quando considerados todos os grupos de idade. Outro dado indica que a expectativa das mulheres de 65 anos que foram classificadas como saudáveis – por terem idade fisiológica equivalente à cronológica – era de 87 anos. Já as mulheres da mesma idade classificadas como tendo idade fisiológica avançada apresentaram uma expectativa média de vida de 78 anos.

 

No caso dos homens, os saudáveis tinham expectativa de vida de 84 anos enquanto que os homens com idade fisiológica bem mais avançada que a idade cronológica só viveriam, em média, até aos 76 anos. «A idade fisiológica é um indicador melhor de expectativa de vida do que a idade cronológica. Atualmente, a expectativa média de vida de um homem de 65 anos nos Estados Unidos é de 84,3 anos. Mas, com essa nova metodologia, podemos calcular uma expectativa média de vida mais personalizada, baseada tanto na idade cronológica quanto na idade fisiológica», explica a investigadora.

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