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Novo painel mostra que participação das mulheres na economia digital ainda é deficitária

A primeira edição do painel ‘Women in Digital’ mostra que existe ainda uma grande discrepância de género nesta área, com as mulheres a participarem e a ganharem menos na economia digital. O relatório é apresentado por ocasião do aniversário de Ada Lovelace, considerada a primeira programadora de computadores do mundo.

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A Comissão Europeia lança hoje um painel anual, ‘Women in Digital’, para monitorizar a participação das mulheres na economia digital, por ocasião do aniversário de Ada Lovelace (1815-1852), considerada a primeira programadora de computadores do mundo. E os dados revelam que existe ainda uma grande discrepância de género nesta área, revela hoje a Comissão Europeia em comunicado.

 

A primeira edição do painel mostra que a participação das mulheres no campo digital está atrasada em várias áreas. Apenas 1 em cada 6 especialistas em TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) e apenas 1 em 3 graduados em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) são mulheres. Surpreendentemente, as mulheres no setor de TIC ganham quase 20% menos que os homens.

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Nesta ocasião, Mariya Gabriel, comissária para a Economia Digital e a Sociedade, declarou: «As mulheres representam 52% da população europeia, mas apenas cerca de 17% das mulheres trabalham em empregos relacionados com as TIC. Temos de desbloquear totalmente o potencial das mulheres para impulsionar a economia digital. Governos, empresas, os educadores e a sociedade civil precisam de tomar medidas decisivas para mudar esta tendência. Todos juntos, podemos promover os talentos das mulheres e encorajá-los nos campos de estudo STEM desde o início. Temos uma ferramenta extraordinária, o Women in Digital European Scoreboard. que mostra exatamente onde os países devem melhorar a situação das mulheres. A nossa Europa Digital será inclusiva, competitiva e dinâmica com a sua valiosa contribuição».

 

O novo Painel de Avaliação também mostra que a Finlândia, a Suécia, o Luxemburgo e a Dinamarca registaram as pontuações mais altas no painel de avaliação Women in Digital, enquanto a Bulgária, a Roménia, a Grécia e a Itália registaram as mais baixas. Além disso, existe uma forte correlação entre o painel de avaliação e o Índice de Economia e Sociedade Digital (DESI). Em geral, os Estados-Membros que lideram a competitividade digital são também líderes na participação feminina no setor digital.

 

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O painel de avaliação ‘Women in Digital’ é uma das ações para avaliar a inclusão das mulheres em empregos digitais, carreiras e empreendedorismo, iniciada por Mariya Gabriel. Este painel avalia o desempenho dos países da UE nas áreas da utilização da Internet e das competências dos utilizadores da Internet, bem como competências especializadas e emprego, com base em 13 indicadores.

 

Entre os principais resultados, o painel mostra que:

– Existe uma lacuna de género em todos os 13 indicadores a nível da UE, com algumas exceções a nível nacional:

– Na Finlândia, na Estónia e na Bulgária, as mulheres são utilizadores da Internet mais ativas do que os homens;

– Na Letónia, Eslovénia, Bulgária, Lituânia e Chipre, as mulheres têm mais aptidões digitais do que os homens.

– A disparidade entre os sexos é a maior na área de competências especializadas em TIC e emprego: 76% para especialistas em TIC e 47% para licenciados em Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

– A diferença na participação digital entre mulheres e homens na faixa etária mais jovem (16 a 24 anos) é menor em termos relativos (55% das mulheres em comparação com 60% dos homens). Em alguns países, a tendência está a começar a se inverter, com mulheres superando os homens nessa categoria.

 

O Painel de Avaliação será publicado anualmente em paralelo com o Índice de Economia e Sociedade Digital (DESI). O painel de avaliação fornecerá à Comissão e aos países da UE informações baseadas em factos que podem ser analisadas e utilizadas para elaborar metas de melhoria.

 

 

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