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Novo medicamento contra a obesidade chega a Portugal

Está disponível desde 1 de maio nas farmácias portuguesas, mediante prescrição médica, uma nova fórmula que ajuda a controlar o apetite e a controlar as comorbilidades associadas à obesidade, sendo agora dois os medicamentos contra a doença aprovados em Portugal. Tem a aprovação da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade e da Associação Doentes Obesos e Ex-obesos em Portugal.

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Já está disponível em Portugal um novo medicamento contra a obesidade, doença crónica que afeta 1,4 milhões de portugueses. A opção farmacológica, um análogo de uma hormona humana que ajuda a controlar o apetite, também ajuda a controlar comorbilidades associadas à doença.

 

A nova fórmula, liraglutido, junta-se assim ao já disponível orlistato, sendo agora dois os medicamentos contra a obesidade aprovados pelo INFARMED para tratar a obesidade em Portugal.

 

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Estudos comprovaram que este novo tratamento, o liraglutido 3 mg, tem um impacto significativamente positivo na saúde das pessoas que vivem com obesidade e que 9 em cada 10 pessoas perderam peso. Os ensaios clínicos do fármaco, acompanhado por uma dieta baixa em calorias e por exercício físico, mostraram que, em média, as pessoas perdem 9,2% do seu peso corporal.

 

Com a perda de peso, estas pessoas conseguem também alcançar melhorias cardiovasculares e na apneia obstrutiva do sono, condições que se desenvolvem devido à obesidade. O tratamento que está agora disponível atua como análogo da hormona humana que é libertada em resposta à ingestão de alimentos. Este novo tratamento regula o apetite, fazendo com que a sensação de fome diminua e aumente a sensação de satisfação e de saciedade depois da ingestão de alimentos. Estudos realizados mostram, ainda, resultados positivos na adesão às orientações necessárias para alcançar e manter a perda de peso.

 

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«Portugal tem uma incidência acima da média europeia com cerca de 16,4% da população com obesidade, pelo que encaramos de forma muito positiva o lançamento desta nova opção que poderá ajudar muitas pessoas a alcançar e manter a perda de peso, a evitar doenças associadas à obesidade e, em alguns casos, evitar que as pessoas recorram a procedimentos mais invasivos ou que os façam em condições de maior segurança», comenta Paula Freitas, presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO).

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