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Novo estudo mostra o que veganos, vegetarianos e omnívoros pensam sobre a ingestão de insetos

Foi no final de 2017 que uma empresa finlandesa lançou o primeiro pão do mundo à base de insetos a ser oferecido aos consumidores em lojas. Agora, também na Finlândia, um estudo levado a cabo por duas universidades quis saber o que pensam as pessoas de incluir estes invertebrados na alimentação.

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Muitos vegetarianos e onívoros estão abertos a incluir insetos na sua dieta. Já para os veganos, no entanto, isso não é uma opção, conclui um novo estudo levado a cabo pela Universidade da Finlândia Oriental, que contou com a participação da Universidade de Helsínquia.

 

O consumo de alimentos com base em insetos é estimulado como resposta ao impacto ambiental negativo que a produção de carne está a ter no planeta. Alimentos feitos a partir de insetos têm uma pegada ecológica relativamente baixa e, devido ao seu alto teor nutricional, podem ser um suplemento sustentável para as atuais fontes de proteína.

 

Nos países ocidentais, os insetos não são tradicionalmente vistos como alimentos, e a disposição dos consumidores para comer com invertebrados na base é fraca. No entanto, a probabilidade de aceitar insetos como alimento tende a aumentar com a consciencialização dos consumidores sobre o impacto ambiental da produção de alimentos.

 

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Pesquisadores da Universidade da Finlândia Oriental e da Universidade de Helsínquia examinaram as intenções dos consumidores de consumir alimentos com base em insetos entre veganos, vegetarianos e omnívoros. Eles examinaram a atitude, a norma subjetiva, o controlo comportamental percebido e a neofobia alimentar em relação ao consumo de alimentos com esta origem, bem como as condições para a ingestão de alimentos à base de insetos entre esses grupos dietéticos. No total, 567 pessoas participaram no estudo preenchendo uma pesquisa online. Dos entrevistados, 73% eram omnívoros, 22% eram vegetarianos e 5% eram veganos.

 

Os veganos tinham a atitude negativa mais rígida em relação ao consumo de alimentos de origem em insetos, e a sua norma subjetiva para comer insetos era mais fraca comparada com a dos omnívoros e dos vegetarianos. O controlo comportamental percebido dos veganos sobre o consumo de insetos era mais forte em comparação com os omnívoros e os vegetarianos. Além disso, os veganos eram significativamente mais determinados do que os outros de que não comeriam alimentos de origem em insetos, mesmo que fossem nutritivos, seguros, acessíveis e convenientes.

 

Os vegetarianos, por outro lado, mantiveram a atitude mais positiva em relação a comer insetos, e tanto os vegetarianos como os onívoros pensaram que o consumo de insetos é sábio e oferece uma solução para os problemas nutricionais do mundo. Por outro lado, os veganos pensavam que o consumo de insetos é irresponsável e moralmente errado.

 

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«Isto é algo que esperávamos: esperávamos que houvesse diferenças entre esses três grupos, e esperávamos que os veganos tivessem uma atitude mais negativa em relação aos insetos. Os veganos veem os insetos como seres vivos, como qualquer outro animal.  Também foi destacado que as respostas dos veganos mostram que comer insetos no Ocidente não resolve a escassez de alimentos no mundo, especialmente quando os alimentos comestíveis são desperdiçados o tempo todo», comenta a pesquisadora Anna-Liisa Elorinne, da Universidade da Finlândia Oriental.

 

No entanto, os resultados não podem ser generalizados para todas as pessoas que representam as categorias alimentares estudadas, refere a pesquisa. Os entrevistados eram na sua maioria mulheres, altamente educadas, a viver em cidades, um perfil demográfico conhecido por impactar na escolha de alimentos.

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