Home»ATUALIDADE»NOTÍCIAS»Novo estudo comprova que consumo de produtos lácteos inteiros não prejudica a saúde

Novo estudo comprova que consumo de produtos lácteos inteiros não prejudica a saúde

Muitas vezes os produtos lácteos são vistos como inimigos da saúde, sobretudo os inteiros que preservam toda a gordura. Mas um estudo feito pelo Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em Houston defende que não é bem assim e que este tipo de alimentos pode até prevenir algumas doenças. É mais uma acha para a fogueira deste polémico tema…

Pinterest Google+

Se sempre que bebe um copo de leite inteiro ou ingere qualquer outro produto lácteo sente um enorme sentimento de culpa e vê o ‘conta-quilómetros’ da sua vida a andar para trás, não desespere. Isto porque um novo estudo, da autoria de um grupo de investigadores do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em Houston (UTHealth), EUA, não estabelece qualquer ligação entre o consumo destes alimentos e uma morte precoce.

 

No estudo, que foi publicado no “American Journal Of Clinical Nutrition”, não foi encontrado nenhum tipo de ligação entre as gorduras lácteas e doenças cardíacas ou derrames cerebrais, que acabam por levar o paciente à morte. Aliás, esta investigação da Universidade do Texas comprova que este tipo de gorduras até pode prevenir futuros ataques.

 

VEJA TAMBÉM: LEITE: AFINAL É BOM OU MAU?

 

Segundo Marcia Otto, uma das pesquisadoras, as descobertas realizadas neste estudo «fortalecem significativamente o crescente corpo de evidências que sugerem que a gordura láctea, ao contrário da crença popular, não aumenta o risco de doenças cardíacas ou a mortalidade geral em adultos mais velhos».

 

O estudo avaliou como vários biomarcadores de ácidos gordos presentes na gordura láctea podem estar ligados a problemas cardíacos que levaram, num período de 22 anos, à morte. Só que, segundo esta investigação, a exposição a estes ácidos ou o consumo de gorduras lácteas não tem uma causa direta na probabilidade de contrair alguma doença potencialmente mortal. Aliás, 42% das pessoas que mais consomem gorduras lácteas integrais, e que por isso têm elevados ácidos gordos, correm um menor risco de terem derrames.

 

As “Diretrizes Dietéticas 2015-2020″ recomendam a todos os americanos que consumam lacticínios sem gordura ou com baixo teor de gordura, incluindo leite, queijo, iogurte e / ou bebidas de soja fortificadas. Em relação a estas recomendações, Marcia Otto deixa a ressalva que alguns alimentos lácteos com baixo teor de gordura, como iogurte desnatado e leite com chocolate, geralmente contêm altas quantidades de açúcares adicionados, o que pode levar a uma saúde cardiovascular e metabólica deficiente.

 

VEJA TAMBÉM: JOVENS ESTÃO A POR A SUA SAÚDE EM RISCO AO CORTAREM NOS LACTICÍNIOS, ALERTAM ESPECIALISTAS

 

«Consistentes com as descobertas anteriores, os nossos resultados destacam a necessidade de rever as orientações dietéticas atuais sobre lacticínios integrais, que são ricas fontes de nutrientes, como cálcio e potássio. Estes são essenciais para a saúde, não só durante a infância, mas ao longo da vida, particularmente também nos anos posteriores, quando a desnutrição e condições como a osteoporose são mais comuns», disse a investigadora num comunicado da universidade texana.

 

No estudo realizado pelo Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em Houston (e que foi publicado no “American Journal Of Clinical Nutrition”) participaram cerca de 3.000 adultos com 65 anos.

 

VEJA TAMBÉM: 

CONSUMO DE LACTICÍNIOS PODE AFETAR RISCO DE CANCRO DA MAMA, SUGERE ESTUDO

LEITE DE OVELHA PODE SER O PRÓXIMO ALIMENTO FUNCIONAL

LEITE E CARNE BIOLÓGICOS MAIS SAUDÁVEIS QUE OS DE CULTURA CONVENCIONAL

Artigo anterior

Férias vegan: roteiro de norte a sul de Portugal

Próximo artigo

Passatempo AVON Care Sun+