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Nova teoria afirma que défice de vitamina D pode ser tão nocivo quanto fumar

Dois especialistas que estudam há cerca de 60 anos o efeito do sol na saúde da população publicaram um livro, intitulado “Abrace o Sol”, no qual debatem e deixam questões para que se reflita sobre o efeito do sol e a consequente absorção da vitamina D, numa sociedade que ora se preocupa excessivamente, ora não se preocupa de todo com os efeitos que o sol pode ter na saúde.

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Doenças resultantes da baixa absorção ou ingestão de vitamina D

Níveis bastante baixos desta vitamina no organismo resultam em doenças cardiovasculares, raquitismo (no caso das crianças), osteoporose, osteomalacia (condição na qual se verifica o enfraquecimento e desmineralização de ossos maduros), artrite reumatoide, hipertensão, diabetes, esclerose múltipla, doenças infeciosas, insuficiência renal, cefaleias crónicas, entre outras.

 

 

Como colmatar uma baixa quantidade de vitamina D no organismo?

Nos casos acima expostos, para colmatar a deficiência vitamínica é recomendado que os pacientes com tomem suplementos vitamínicos cuja base seja a vitamina D. Estes podem ser cápsulas, gotas, comprimidos sublinguais ou injeções.

 

Contudo, a forma mais eficaz passa mesmo pela exposição ao sol. Com apenas 20 ou 30 minutos diários de exposição solar nas pernas e braços (sem a aplicação do protetor solar), satisfaz as suas necessidades vitamínicas para todo o ano (isto se estivermos a falar de Portugal, um país com muito sol, normalmente). A exposição solar é a fonte que fornece ao corpo a maior parte das suas necessidades diárias – entre 80 a 85%.

 

Já a alimentação, apesar de poder também ajudar neste campo, como é pobre em vitamina D, apenas corresponde entre 15 a 20% das necessidades do corpo. Os alimentos que constituem uma fonte natural dessa vitamina são o bacalhau, salmão selvagem, ovos, entre outros. Veja como obter vitamina D na galeria no início do artigo.

 

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Grupos com maior incidência para ter baixas quantidades de vitamina D

Na infância, a carência da vitamina D pode levar ao raquitismo, como já acima mencionámos, situação que levou ao uso do “óleo de fígado de bacalhau”. A toma desse óleo era prática habitual há umas décadas, mas com a evolução dos cuidados médicos e devido à inclusão da vitamina D nos suplementos vitamínicos, deixou de fazer parte das “mezinhas” a que se recorria com muita frequência. Outro período crítico é o envelhecimento, com especial enfoque para a mulher no período pós-menopausa. Nessa altura, os ovários diminuem a sua produção hormonal, acelerando a descalcificação óssea.

 

Pode prevenir doenças crónicas e alguns tipos de cancro

Para além de ajudar a prevenir ou atenuar as doenças acima mencionadas (osteoporose, osteomalacia, artites, diabetes, depressão, etc.), a vitamina da qual falamos pode ainda, de acordo com um estudo da Universidade de Creighton e da Universidade da Califórnica San Diego, nos EUA, publicado pelo Jornal Médico Inglês (BMJ, singla inglesa de British Medical Journal), reduzir o risco de vir a ter doenças crónicas e alguns tipos de cancro. Acrescentam que na população objeto de estudo, adultos japoneses, concluíram uma redução no risco de vir a ter cancro na ordem dos 30 por cento (cerca de 20% nos homens e mulheres e entre 30 e 50% no caso de se tratar de cancro do fígado).

 

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Sinais que podem indicar que os índices estão abaixo do recomendado

De acordo com o médico João Ramos, os sinais podem passar pela grande frequência com que fica engripada ou constipada, alterações na concentração e no humor, fácil irritabilidade, fraqueza e alterações do sono. Ainda assim, visto esta ser «uma vitamina que regula vários sistemas no nosso corpo, os sinais e sintomas variam de pessoa para pessoa».

 

É também importante realçar que há alguns medicamentos que interferem na absorção e utilização da vitamina D, como os antiácidos, corticoides, laxativos e a quimioterapia. Também a ingestão de bebidas alcoólicas pode causar uma absorção deficiente da vitamina. Se suspeitar que está com baixos níveis de vitamina D, aconselhamos que consulte um médico especialista de forma a proceder da forma correta.

 

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