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Nova teoria afirma que défice de vitamina D pode ser tão nocivo quanto fumar

Dois especialistas que estudam há cerca de 60 anos o efeito do sol na saúde da população publicaram um livro, intitulado “Abrace o Sol”, no qual debatem e deixam questões para que se reflita sobre o efeito do sol e a consequente absorção da vitamina D, numa sociedade que ora se preocupa excessivamente, ora não se preocupa de todo com os efeitos que o sol pode ter na saúde.

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Com o sol, chega a praia, os protetores solares e uma maior exposição ao solar. Mas essa exposição nem sempre é bem feita. Uma má exposição pode ter efeitos na absorção da vitamina D, que pode ter consequências tão graves para a saúde quanto os efeitos do tabaco, de acordo com os autores de um novo livro, “Abrace o Sol” (‘Embrace the Sun’, disponível na Amazon), onde são explanados os vários efeitos da falta de vitamina D no organismo.

 

Os americanos Marc Sorenson, professor universitário de medicina, e William Grant, epidemiologista e fundador da organização não-governamental ‘Centro de Pesquisa de Luz Solar, Nutrição e Saúde’, juntaram-se naquela que compreende – até agora – a maior aliança no estudo sobre qual o impacto da não absorção da vitamina D pode ter na saúde da população mundial. E a sua carência pode ser tão nociva para a saúde quanto fumar, alertam na própria capa do livro.

 

Um dos temas abordados, e controverso, é que a utilização excessiva do protetor solar pode não deixar a pele absorver a vitamina D, originando défices desta vitamina no corpo, o que pode, consequentemente, provocar problemas de saúde graves.

 

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Além disso, de acordo com os autores, existem inúmeras evidências que provam que a exposição ao sol pode ajudar na perda de peso, reduzir a depressão, e diminuir exponencialmente algumas das doenças ou das condições mais comuns de hoje em dia, tais como o cancro, doenças cardíacas, nascimento pré-termo, infertilidade, psoríase, entre muitos outros.

 

Os dados expostos no livro são claros – cerca de 75% dos melanomas (o tipo de cancro de pele mais perigoso, segundo os especialistas) são descobertos em áreas do corpo cobertas ou nunca expostas ao sol. A exposição ao sol nos EUA diminui cerca de 90% desde 1935 e desde então que a descoberta de novos casos de melanoma disparou cerca de 3000%. Estes factos levam os autores a crer que o mito de que o sol é o responsável pela incidência do melanoma é totalmente errado. Aliás, as informações obtidas sugerem mesmo que a doença é causada, em parte, pela privação solar.

 

O objetivo dos autores com o lançamento do livro na Amazon é garantir que o leitor faz as escolhas adequadas no que diz respeito à exposição solar e consiga tirar algumas elações que lhe permita responder a várias questões. «É seguro sair regularmente a meio do dia e ‘apanhar alguns raios solares? Ou é melhor ficar num local fechado e protegido do sol? Será que algo tão essencial para a natureza, o sol, e que faz parte da raça humana desde há milhares de anos, é agora algo mau para nós?» são algumas dessas perguntas. O livro ‘Embrace The Sun’ foca-se na seguinte questão: «Na transição do século XX para o século XXI, o ato de evitar a exposição solar tem sido útil ou prejudicial para a saúde?».

 

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De forma a que pudéssemos elucidar-vos o máximo possível, damos-vos conta de  várias opiniões e conclusões dos estudos mais recentes desta área.

 

O que é a vitamina D e quais os seus benefícios?

O reumatologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, José António Pereira da Silva, explicou à MOOD que a vitamina obtida através dos raios solares – a vitamina D, é essencial para o nosso corpo. Além de contribuir para a mineralização óssea, fortalecendo os ossos, dentes e músculos, é ainda essencial para o desenvolvimento saudável de vários órgãos.

 

Dose recomendada diária de vitamina D

No entanto, muitas são as pessoas que não conseguem obter o nível de vitamina D recomendada por dia pelo Painel de Produtos Dietéticos, Nutrição e Alergias da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (AESA):  15 microgramas por dia, para indivíduos saudáveis com mais de um ano de idade, ou 10 microgramas por dia, para crianças com idades compreendidas entre os 7 e os 11 meses de idade.

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