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Nova plataforma alerta jovens para igualdade de género e orientação sexual

Paralelamente à informação digital, um espetáculo-oficina teatro itinerante em 70 escolas de todo o país vai fomentar a reflexão e transmissão de uma mensagem inclusiva para os mais jovens, educadores e famílias. A nova plataforma é lançada hoje.

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A Associação para o Planeamento da Família (APF), com o apoio da Fundação Vodafone e apoio institucional da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) lançam hoje uma plataforma denominada “E Se Fosse Outra Cor”, dirigida a crianças a partir do 2º ciclo, às famílias e docentes.

 

Esta plataforma foi criada em formato website e app, atualmente disponível para o sistema operativo Android e brevemente para o sistema operativo iOS, e tem como principal objetivo fomentar a literacia quanto à igualdade de género e à liberdade para a orientação sexual.

 

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Para promoção e comunicação desta nova plataforma será apresentada uma peça de teatro itinerante em 70 escolas do Ensino Básico (a turmas do 1º e 2º ciclos), de Norte a Sul de Portugal Continental e Ilhas da Madeira e Açores.

 

A peça “E se fosse de outra cor” é um espetáculo-oficina que retrata de forma lúdica alguns dos estereótipos de género que perduram na nossa sociedade, fomentando a reflexão e transmissão de uma mensagem inclusiva para os mais jovens, professores e educadores, com vista a geração de transformações positivas.

 

Para muitos jovens, a escola não é ainda um espaço seguro. Segundo o EU LGBT Survey, cerca de 94% dos/as jovens LGBT testemunham comentários e comportamentos negativos em contexto escolar, em Portugal. Os dados existentes sobre a violência no namoro mostram que quase um terço dos rapazes legitima comportamentos de violência no namoro e cerca de 24% normaliza a violência sexual nestas relações.

 

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Adicionalmente, de acordo com estudos realizados em Portugal pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), verifica-se que o preconceito entre o valor do trabalho para homem e mulher começa a ser desenvolvido nas crianças entre os 6 e os 8 anos. Os resultados destes estudos permitem ainda concluir que, apesar de existirem mais mulheres licenciadas do que homens, a taxa e as remunerações médias de base são superiores nos homens, em cerca de 20%.

 

Veja de seguida, na galeria no início do artigo, o que o jovem deve fazer em caso de ser vítima bullying. Recomendações da APAV- Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

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