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Nova ferramenta de análise de ADN permite prever altura e possíveis doenças

Uma nova ferramenta permite através do ADN prever marcadores como a altura, a densidade óssea e, especialmente, se existe risco de desenvolver alguma doença séria. O que ajudaria num 'ataque' clínico mais rápido e daria mais anos de vida aos pacientes.

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Pela primeira vez, um algoritmo, desenvolvido na Universidade do Michigan, Estados Unidos da América, conseguiu criar previsões para características humanas, como altura, densidade óssea ou a possibilidade de desenvolver no futuro uma doença séria, como problemas cardíacos ou cancro. Mas a sua aplicação pode não parar por aqui.

 

«Embora tenhamos validado esta ferramenta para três resultados, agora podemos aplicar este método para prever outras características complexas relacionadas com riscos de saúde, como doenças cardíacas, diabetes e cancro de mama», comenta Stephen Hsu, investigador principal do estudo e vice-presidente da área de pesquisa e pós-graduação desta universidade. «Isto é apenas o começo», disse, em comunicado.

 

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Durante esta investigação, foi analisado o genoma de 500.000 adultos britânicos (estes dados foram fornecidos pelo UK Biobank). O genoma foi, através do computador, avaliado e os valores foram todos medidos com precisão.

 

O modelo apresentado por HSU considera inúmeras diferenças genéticas, mas acaba por construir uma forma de prever algo sem esquecer um conjunto de milhares de variações. «Este algoritmo analisou a composição genética e a altura de cada pessoa», disse Hsu. «O computador aprende com cada pessoa e, finalmente, produz um previsor que pode determinar quão altas estas pessoas são. Tudo através do ADN».

 

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Estas são algumas das possibilidades que o ADN humano oferece. Outra possibilidade é prever uma doença séria, como os diabetes ou cancro. Se for possível prever este tipo de doenças, será possível aos médicos intervir mais cedo e retardar o aparecimento destas doenças.

 

O investigador acredita que este é o futuro da medicina. Um simples teste com um cotonete pode poupar muito dinheiro em tratamentos e, especialmente, pode salvar a vida do paciente. Esta pesquisa da Universidade do Michigan foi apresentada na edição de outubro da revista Genetics.

 

 

 

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