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Níveis elevados de Vitamina D associado a menor risco de cancro

Essencial à saúde óssea, mental e a todo o funcionamento do organismo, a vitamina D começa também a ser associada à redução do risco de cancro. Depois de um estudo realizado nos EUA a fazer essa relação, agora uma pesquisa feita com população asiática tira conclusões no mesmo sentido do outro lado do mundo.

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Níveis elevados de vitamina D podem estar ligados a um menor risco de desenvolver cancro, conclui um estudo alargado realizado, durante 16 anos, com adultos japoneses e publicado este mês pelo Jornal Médico Britânico (BMJ).

 

A vitamina D é produzida pelo organismo em resposta à luz solar, ajudando a manter os níveis de cálcio no corpo e fortalecendo os ossos, dentes e músculos. A vitamina D também tem sido largamente estudada na sua relação com a saúde mental, para evitar sobretudo situações de depressão.

 

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Agora, começam a surgir evidências crescentes de que a vitamina D pode beneficiar outras doenças crónicas, incluindo alguns tipos de cancro. Já se realizaram estudos na população ocidental, como o que foi realizado pela Universidade de Creighton e pela Universidade da Califórnia San Diego, EUA, que concluiu que a vitamina D reduz em 30% o risco de cancro.

 

Mas como as concentrações de vitamina D e o metabolismo podem variar entre etnias, é importante descobrir se os efeitos semelhantes serão observados em populações não caucasianas. E é o que traz agora este novo estudo feito com cerca de 34 mil japoneses, homens e mulheres, entre os 40 e os 69 anos, levado a cabo pelo Centro de Saúde Pública do Japão.

 

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No início do estudo, os participantes forneceram informações detalhadas sobre a sua história médica, dieta e estilo de vida, e forneceram amostras de sangue para medir os níveis de vitamina D. Os níveis de vitamina D variaram de acordo com a época do ano em que a amostra foi colhida, tendendo a ser maior nos meses de verão e outono do que no inverno ou na primavera.

 

Após ter avaliado esta variação sazonal, as amostras foram divididas em quatro grupos, variando dos níveis mais baixo para o mais alto de vitamina D. Os participantes foram então monitorizados durante 16 anos, durante os quais foram registrados 3.301 novos casos de cancro, explica o site ‘Science Daily’ que teve acesso à informação.

 

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Após o ajuste de vários fatores de risco de cancro conhecidos, como idade, peso (IMC), níveis de atividade física, tabagismo, ingestão de álcool e fatores alimentares, os pesquisadores descobriram que um maior nível de vitamina D estava associado a um menor (cerca de 20%) risco de cancro em geral nos homens e nas mulheres. Níveis mais elevados de vitamina D também foram associados a um menor risco de cancro do fígado (30-50%) e a associação foi mais evidente nos homens do que nas mulheres.

 

Contudo, apesar da amostra alargada e do tempo longo de estudo, os pesquisadores indicam que são ainda precisos mais estudos para continuar a estabelecer esta relação. Veja agora na galeria no início do artigo como obter vitamina D.

 

 

 

 

 

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