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Nicole Kidman: “Eu tinha medo do meu poder”

Ontem à noite, em Los Angeles, a atriz recebeu o prémio “Excelência no Cinema” no jantar das associações Women in Film's Crystal e Lucy Awards, onde discursou para as mulheres

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Anualmente, várias mulheres são distinguidas na cerimónia das associações Women in Film’s Crystal e Lucy Awards, que acontece em Los Angeles. Ontem, Nicole Kidman foi uma das homenageadas da edição de 2015, recebendo o prémio “Excelência no Cinema”.

Na altura de subir ao palco, a atriz australiana de 47 anos fez um dos discursos mais aplaudidos da noite, recordando os seus medos e hesitações enquanto adolescente: “Eu tinha medo do meu poder, medo que este pudesse ameaçar as outras pessoas ou intimidá-las. E é muito triste desejar ser menos do que realmente somos. É difícil enfrentar o mundo quando estamos constantemente numa luta interior. Eu lutei contra isto…estou a lutar.”

Nicole Kidman explicou ainda que foi o medo do seu poder que a levou a recusar um papel num filme da realizadora Jane Campion, onde ela tinha de beijar outra mulher. Isto porque, explicou, “queria ser o tipo de atriz que tem cabelo longo e esvoaçante e beija apenas homens.” A australiana explicou que recusar aquele papel marcou o início de um processo de aprendizagem de lta contra as expectativas da indústria do entretenimento.

A atriz nomeou várias mulheres que a ajudaram ao longo da sua vida e terminou o seu discurso dizendo que as mulheres são mais suscetíveis ao desejo de serem aceites do que os homens e que isso as faz duvidar das suas decisões. “Não me arrependo de muito, tento não viver assim. Mas os arrependimentos que tenho são todos relacionados com decisões que tomei por medo. Não medo das minhas fraquezas, mas do meu poder.”

Nicole Kidman foi fortemente aplaudida ao deixar uma mensagem de esperança e encorajamento às jovens mulheres, pedindo que todos apoiem os sonhos e desejos das adolescentes, que lhes mostrem que elas são capazes de alcançar tudo o que desejam. “Falar não é uma vergonha, mas a cobardia é. Por isso vamos arriscar. Vamos fazer ouvir as nossas vozes, honrar o nosso fogo interior, ignorar os nossos medos. Em resumo, vamos erguer-nos e nunca pedir desculpa por isso.”

Por Joana de Sousa Costa

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