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Nicole Kidman alerta para pandemia paralela de violência contra as mulheres

A Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres recorda o aumento até cinco vezes das ligações para linhas de apoio nas primeiras semanas da pandemia e que, a cada três meses de confinamento, mais 15 milhões de mulheres são afetadas no mundo.

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A atriz Nicole Kidman alerta para o aumento da violência contra as mulheres durante a pandemia, referindo-se a esta situação como uma pandemia paralela que afeta milhões de mulheres em todo o mundo.

 

Num artigo exclusivo para o jornal ‘The Guardian’, enquanto Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, a atriz disse que interpretar o papel de Celeste, uma advogada que é abusada emocional e fisicamente pelo seu marido, na série de televisão ‘Big Little Lies’, reforçou sua posição sobre o assunto.

 

Kidman salienta que a cada três meses de confinamento mais 15 milhões de mulheres são vítimas de violência doméstica no mundo, recordando ainda ao aumento exponencial de cinco vezes mais de telefonemas para as linhas de poio nos primeiros três meses da pandemia. «A violência contra mulheres e meninas já era generalizada antes da pandemia.  Se vai continuar ou não depende de todos nós», salienta a atriz que exorta todos a lutarem contra este flagelo.

 

VEJA TAMBÉM: COMO AJUDAR QUEM SOFRE DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

 

Nicole Kidman pede a todos que assumam a responsabilidade pessoal de ajudar as vítimas da «pandemia das sombras» olhando para quem está à sua volta. «A sua voz conta», escreveu a atriz no artigo. «Aprenda sobre violência doméstica e como pode ajudar através dos serviços e recursos disponíveis. Entre em contacto se estiver preocupado com um amigo que esteja a sofrer de violência ou se sinta inseguro. Use as suas redes sociais ou espaços comunitários para aumentar a consciencialização».

 

Segundo o ‘The Guardian’, um em cada cinco crimes registados pela polícia durante e imediatamente após o primeiro confinamento envolveu violência doméstica. Kidman salienta ainda tratar-se de um aumento em todos os tipos de violência contra mulheres e meninas, incluindo assédio nas ruas, cyberbullying e casamentos forçados.

 

Por fim a atriz salienta que «gostaria de relembrar as histórias de força e resiliência dos sobreviventes e ativistas que conheci. Isso levou-me a emprestar minha voz àqueles que não têm uma plataforma para partilhar a sua própria».

 

 

 

 

 

 

 

 

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