Home»ATUALIDADE»ESPECIALISTAS»Neofobia: a rejeição de novos sabores

Neofobia: a rejeição de novos sabores

A percepção dos sabores é também fruto de experiências, no entanto, é o resultado de uma série complexa de estímulos que são alterados com a experiência de novos sabores.

Pinterest Google+

A chamada neofobia é uma característica muito observada em crianças pré-escolares (com idades compreendidas entre 1 e os 6 anos) e significa a relutância em consumir novos alimentos, considerados inicialmente estranhos.

 

Alguns estudos mostram que a rejeição precoce pode ser alterada com a experiência, indicando que muitos dos alimentos que as crianças rejeitam inicialmente poderão acabar por ser aceites, se a criança tiver uma ampla oportunidade de provar o alimento em condições que sejam favoráveis, ou seja, em locais limpos, serenos, com luz, etc.

 

VEJA TAMBÉM: LANCHES SAUDÁVEIS (E DELICIOSOS) PARA CRIANÇAS

 

Nesta perspectiva, a rejeição precoce a novos alimentos pode ser considerada como um exercício de adaptação (a uma “nova” realidade). Ao invés de refletir uma falta de colaboração ou negativismo, a rejeição a novos alimentos pela criança pode ser encarada como uma resposta normal e até mesmo, como já foi dito, considerada como uma adaptação.

 

A neofobia alimentar pode ser reduzida por métodos de aprendizagem na alimentação que permitem que a criança aprenda algumas diferenças entre fome e saciedade, o que são produtos/substâncias comestíveis, os vários sabores dos alimentos e a quantidade de alimentos que deve ser consumida, por exemplo.

 

VEJA TAMBÉM: COMO CUIDAR DOS DENTES DAS CRIANÇAS?

 

Como evitar

Estudos científicos que se debruçaram sobre a exposição repetida de novos alimentos a crianças pré-escolares concluiram que não basta apenas ver ou sentir o cheiro/aroma; é necessário que a criança prove o alimento para suscitar uma maior apetência e aceitação do mesmo. Geralmente, esta aceitação sucede após 12 a 15 apresentações do alimento.

 

Estes estudos fizeram-nos deduzir que não se deve desistir de oferecer um alimento a uma criança devido às recusas iniciais. A insistência, ou seja, a exposição repetida pode contribuir para redução da neofobia característica da criança. O hábito de ver um alimento sempre à mesa, e que faz parte da alimentação da família é um fator que favorece a aceitação do mesmo.

Artigo anterior

Adição digital: estudo comprova ligação entre uso excessivo de dispositivos digitais e depressão

Próximo artigo

Dez mandamentos para ter umas pernas perfeitas