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Nem tudo é o que parece…

Vemos a realidade através da lente com a qual vemos o mundo diariamente. E esta lente não é transparente, tem a cor das nossas experiências prévias, interesses, preconceitos.

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As coisas, as pessoas nem sempre são o que parecem. Podem mesmo acabar por ser algo muito diferente do que havíamos inicialmente interpretado, mostrando-nos que os nossos julgamentos, as nossas suposições nem sempre são corretas e ajustadas.

 

Apesar de continuarmos a reagir com surpresa cada vez que percebemos que a realidade é diferente do que tínhamos imaginado, a verdade é que a experiência nos tem mostrado que nem tudo é o que parece.

 

Vemos a realidade através da lente com a qual vemos o mundo diariamente. E esta lente não é transparente, tem a cor das nossas experiências prévias, interesses, preconceitos. Uma lente verdadeiramente especial, pouco permeável à empatia com a perspetiva das outras pessoas e mais centrada em julgar do que observar o quê e quem está diante de nós.

 

Mas o ser humano tem um péssimo hábito de se precipitar. O verdadeiro culpado, o cérebro, toma decisões em piloto automático e deixa-se guiar pelo preconceito em vez de se guiar pela reflexão. O que não entendemos, numa lógica de economia de tempo, preenchemos com preconceitos. Não concedemos tempo, nem espaço ao outro para se poder expressar, imediatamente já estamos a formar juízos de valor.

 

Não estamos conscientes das ideias pré-concebidas, infundadas, das interpretações erróneas. Às vezes levamos dias, semanas para perceber que a realidade não é como a imaginávamos. O cérebro constitui-se como uma verdadeira fábrica que produz suposições a cada minuto. Na linha de montagem conta com as matérias-primas: ideias preconcebidas, esquemas irracionais, preconceitos.

 

Nesse sentido, a paciência, a curiosidade e a empatia ajudam a corrigir a nossa primeira impressão… Precisamos de evitar rótulos precipitados para ver melhor a realidade. Precisamos “acender a luz” da análise e da reflexão.

 

É um erro crasso precipitar-se. Urge ter uma “mente aberta”, capaz de analisar com autenticidade a realidade e o outro. Assuma sempre que existem tantas perspetivas como estrelas no céu.

 

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